
O CEO da Vibra, Ernesto Pousada, defendeu nesta quarta-feira (24), no Energy Summit, no Rio de Janeiro, regulações claras e agendas previsíveis para mudanças na mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina. Segundo o executivo, ajustes de 1% ou 2% na composição exigem resposta rápida de toda a cadeia logística, com prazos de 30 a 60 dias para adaptação.
Durante o painel, Pousada afirmou que a Vibra acredita no potencial do etanol como produto de apoio à transição energética, mas ressaltou a necessidade de planejamento para a execução das mudanças regulatórias. Segundo ele, nas bases de distribuição, a empresa realiza as misturas conforme a regulação vigente, e qualquer alteração normativa demanda ajustes operacionais em curto prazo.
A discussão ocorre em meio ao debate sobre a elevação do porcentual de etanol anidro na gasolina. O governo federal vem defendendo a mudança como forma de ampliar o consumo de biocombustíveis. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) tinha reunião agendada para esta quarta-feira (24) para aprovar o aumento da mistura de 30% para 32%, mas o encontro foi cancelado.
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Pousada também comentou os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre o mercado de combustíveis. Segundo o executivo, a Vibra dobrou o volume de importação de diesel e segue atendendo os clientes. A companhia informou ser a única distribuidora presente em todo o território nacional, com mais de 200 bases de distribuição e 7.500 postos, que recebem cerca de 30 milhões de consumidores por mês.
No painel, o executivo ainda destacou a preocupação do setor com irregularidades na distribuição de combustíveis, citando práticas como crime organizado, evasão fiscal e adulteração de produto. Ele afirmou que a companhia atua com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e com o Instituto Combustível Legal (ICL) no combate a essas ocorrências.
O diretor-geral da ANP, Artur Watt, afirmou no mesmo evento que a autarquia está comprometida com as operações de apoio e com o monitoramento permanente do setor. Ele também defendeu agências reguladoras mais fortes e independentes, em meio à discussão sobre orçamento e autonomia desses órgãos.
Fonte: Estadão Conteúdo