
A Zilor Energia e Alimentos encerrou a safra 2025/26 com lucro líquido de R$ 364,4 milhões nas operações continuadas, ante R$ 22,7 milhões na safra anterior reapresentada. No quarto trimestre, encerrado em 31 de março de 2026, a empresa registrou prejuízo líquido de R$ 43,2 milhões, menor que a perda de R$ 171,9 milhões apurada no mesmo período da safra anterior.
No trimestre, a companhia atribuiu o resultado à menor contribuição do açúcar, em um cenário de preços globais mais baixos para a commodity. O movimento foi parcialmente compensado pelo avanço das receitas de etanol, energia elétrica e levedura para nutrição animal, além de ganhos de eficiência operacional e disciplina de custos.
A receita líquida trimestral somou R$ 869,2 milhões, recuo de 3,8% na comparação anual. O Ebitda ajustado alcançou R$ 111,5 milhões, alta de 19,2%, com margem de 12,8%. O Ebit ajustado ficou em R$ 79,1 milhões, avanço de 37,4%, com margem de 9,1%.
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No acumulado da safra, a receita líquida consolidada atingiu R$ 3,609 bilhões, crescimento de 10,1%. O Ebitda ajustado somou R$ 1,300 bilhão, alta de 23,3%, com margem de 36,0%. O Ebit ajustado chegou a R$ 540,9 milhões, avanço de 32,0%, com margem de 15,0%.
Segundo a empresa, o aumento da receita foi impulsionado principalmente pelo etanol, cuja receita avançou 22,3% na safra. A estratégia de mix produtivo foi ajustada diante da volatilidade do mercado internacional de açúcar. O preço médio do etanol hidratado no Estado de São Paulo foi de R$ 2,78 por litro, alta de 8,2%, enquanto o açúcar teve preço médio de R$ 1.894 por tonelada, abaixo dos R$ 2.466 por tonelada da safra 2024/25.
Na operação, a moagem de cana atingiu recorde de 12,71 milhões de toneladas, volume 20,1% superior ao da safra anterior. A Unidade Salto Botelho, em Lucélia (SP), contribuiu com 1,68 milhão de toneladas. A produtividade medida por TCH ficou em 74,5 toneladas por hectare, com queda de 0,4%, e o ATR atingiu 137,1 quilos por tonelada, recuo de 2,8%.
A produção de açúcar totalizou 799,3 mil toneladas, alta de 16,4%, e a de etanol cresceu 15,9%, para 549,1 milhões de litros. A energia exportada alcançou recorde de 729,8 mil MWh, avanço de 12,7%. Em 31 de março de 2026, a dívida líquida era de R$ 1,440 bilhão, redução de 17,9%, com alavancagem de 1,11 vez. A companhia encerrou a safra com aproximadamente R$ 2,5 bilhões em caixa.
Fonte: Estadão Conteúdo