
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) abriu nesta quinta-feira (23), em Brasília, a Feira Brasil na Mesa, evento que marca os 53 anos da instituição com apresentação de tecnologias, cultivares e soluções para diferentes cadeias do agro. A cerimônia contou com a presença do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e de representantes de outros ministérios.
Realizada entre esta quinta-feira (23) e sábado (25), na Embrapa Cerrados, a feira reúne palestras, vitrines tecnológicas, exposições e rodadas de negócios. Segundo a Embrapa, a programação inclui tour guiado por áreas experimentais com fruteiras, cereais, forrageiras e sistemas integrados de produção.
Entre os lançamentos apresentados estão quatro novas cultivares de feijão, uma de soja, uma de sorgo gigante e a primeira cultivar brasileira de Brachiaria decumbens. De acordo com a instituição, os materiais ampliam as alternativas para ganhos de produtividade e uso mais eficiente dos sistemas produtivos.
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Na área digital, a feira também expõe o aplicativo Monitora Caju, desenvolvido para apoiar o manejo fitossanitário mesmo sem conexão à internet, e um plugin para o software QGIS integrado ao sistema Netflora, com uso de inteligência artificial para inventário e manejo florestal na Amazônia.
Durante a abertura, André de Paula associou o desempenho do setor ao avanço tecnológico da pesquisa agropecuária. Segundo o ministro, o agro responde por 25% do Produto Interno Bruto (PIB), 38 milhões de empregos e 49% da pauta de exportações do país. Ele também informou que o Brasil alcançou 600 aberturas de mercado para produtos agropecuários, com os dois anúncios mais recentes voltados à castanha-do-brasil e à castanha de caju na Coreia do Sul.
A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, afirmou que a feira busca aproximar ciência, inovação e produção. Ela também destacou o anúncio do reconhecimento da empresa como autoridade depositária internacional de micro-organismos.
A programação técnica inclui debates sobre bioinsumos, Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), crédito, segurança alimentar e valorização de produtos da biodiversidade. A tendência, segundo a organização, é ampliar a difusão de tecnologias aplicadas tanto à agricultura familiar quanto aos sistemas empresariais de produção.
Fonte: gov.br