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Mercosul e União Europeia selam acordo comercial neste sábado

Após 26 anos de negociações, documento formaliza acordo de livre comércio que cria um mercado integrado de cerca de 720 milhões de pessoas

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Foto: Camex

Após 26 anos de negociações, Mercosul e União Europeia assinam, neste sábado (17), em Assunção, no Paraguai, o acordo de livre comércio que integra um mercado de cerca de 720 milhões de pessoas (450 milhões na UE e cerca de 295 milhões no Mercosul).

O tratado, aprovado por ampla maioria dos 27 países europeus, marca um dos mais importantes movimentos de integração econômica das últimas décadas e simboliza a aproximação estratégica entre os dois blocos.

A cerimônia ocorrerá, a partir das 12h15 (horário de Brasília), no Teatro José Asunción Flores, mesmo local onde, em 1991, foi firmado o Tratado de Assunção que deu origem ao Mercosul. Estarão presentes lideranças sul-americanas e europeias, como os presidentes Javier Milei, Santiago Peña e Yamandú Orsi, além de Ursula von der Leyen e António Costa, representantes máximos da União Europeia.

Por questões de agenda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não viajará ao Paraguai. O Brasil será representado na cerimônia de assinatura pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. No entanto, ontem (16), Lula recebeu Ursula e Costa no Rio de Janeiro, onde discutiram a implementação do acordo comercial e outros temas da agenda internacional.

Na prática, o texto prevê a eliminação gradual de tarifas sobre mais de 90% do comércio bilateral, beneficiando especialmente setores industriais como máquinas, automóveis, químicos e equipamentos de transporte. Para produtos agrícolas considerados sensíveis, foram estabelecidas cotas e salvaguardas para evitar impactos bruscos sobre agricultores europeus.

Apesar das expectativas positivas de aumento das exportações brasileiras, estimadas em até US$ 7 bilhões pela ApexBrasil, o acordo ainda precisa ser ratificado pelo Parlamento Europeu e pelos congressos dos países do Mercosul. A previsão é que sua entrada em vigor ocorra no segundo semestre deste ano, dando início a uma implementação gradual que pode transformar o comércio entre Europa e América do Sul.

Com informações da Agência Brasil.