NITROGENADOS

Após reativação da produção na Bahia, Petrobras anuncia nova fabrica de fertilizantes

Presidente da estatal diz que uma nova unidade está sendo construída no Mato Grosso do Sul

Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (FAFEN-SE), no município de Laranjeiras (Divulgação/Petrobras).
Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (FAFEN-SE), no município de Laranjeiras (Divulgação/Petrobras).

A Petrobras intensificou o processo de retomada da produção nacional de fertilizantes nitrogenados com a reativação das fábricas da Bahia e de Sergipe e o avanço das negociações para concluir a Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas (MS). O movimento faz parte da estratégia do governo federal para reduzir a dependência externa de insumos utilizados pelo agronegócio brasileiro.

Nesta quinta-feira (14), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA), que retomou as operações em janeiro deste ano após permanecer hibernada desde 2019. A unidade recebeu investimentos de R$ 100 milhões e possui capacidade de produzir 1.300 toneladas diárias de ureia, volume equivalente a cerca de 5% da demanda nacional.

Durante o evento, Lula destacou que a produção nacional de fertilizantes é estratégica para o país, principalmente diante da forte dependência das importações.

“O Brasil é um país agrícola e precisa de fertilizantes. O país não pode importar 90% dos fertilizantes de que a nossa agricultura necessita”, afirmou o presidente.

Além da unidade baiana, a Petrobras também retomou as operações da Fafen Sergipe e da Araucária Nitrogenados S.A. (ANSA), no Paraná. Segundo a presidente da estatal, Magda Chambriard, o próximo passo é concluir a construção da UFN-III, em Mato Grosso do Sul, considerada estratégica para ampliar a produção nacional de ureia.

“Estamos em tratativas para a finalização da construção da UFN III, no Mato Grosso do Sul. É o esforço da Petrobras em prol da segurança alimentar do Brasil e da geração de emprego e renda”, afirmou Magda.

Com a retomada das unidades da Bahia, Sergipe e Paraná, a Petrobras estima atingir cerca de 20% do mercado interno de ureia. Com a entrada em operação da UFN-III, a expectativa é elevar essa participação para aproximadamente 35% nos próximos anos.

O governo federal avalia que a retomada das fábricas reduz a vulnerabilidade do agro brasileiro diante de crises internacionais, como os conflitos envolvendo Rússia e Ucrânia, que impactaram fortemente o mercado global de fertilizantes nos últimos anos. Antes da reativação das plantas do Nordeste, toda a ureia utilizada no Brasil era importada.

Além do impacto para o agronegócio, a retomada das operações deve gerar empregos e movimentar a economia regional. Somente a Fafen-BA deverá responder por cerca de 900 empregos diretos e 2.700 indiretos.