
A colheita do algodão para a Safra 2025/26 já começou nas lavouras baianas. Segundo dados mais recentes da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), foram plantados mais de 417.897,52 hectares, acima da estimativa inicial de cerca de 402 mil hectares, um crescimento de 3,83%.
Com características geográficas diferentes do Oeste baiano, a região Sudoeste, que tem menor área plantada, foi a primeira a iniciar a colheita no estado. A expectativa do setor é de um ciclo com boa produtividade e manutenção da qualidade da fibra.
De acordo com Gustavo Prado, diretor executivo da Abapa, a colheita do algodão começou há pouco mais de duas semanas nas lavouras da região sudoeste, onde já foram colhidos cerca de 700 hectares.
Iniciada nesta semana, no Oeste da Bahia, o encerramento oficial da colheita está ligado também à destruição dos restos culturais, como soqueira e tiguera, medida necessária para manter o controle fitossanitário.
A colheita deverá acontecer até 31 de agosto na região Sudoeste e até 19 de setembro no Oeste. A estimativa inicial da Abapa é de cerca de 850 mil toneladas de pluma, com possibilidade de recorde de produtividade.
Custos pressionados
O diretor executivo da Abapa, Gustavo Prado, também destacou que o cenário internacional tem pressionado os custos de produção, principalmente por causa da alta dos insumos.
“A gente sabe que os cenários externos, essas questões todas geopolíticas e econômicas do cenário internacional, prejudicaram bastante, inflando diversos insumos utilizados dentro da lavoura, especialmente os químicos. E a nossa luta constante é de reduzir cada vez mais os custos de produção, mas o produtor, especialmente o produtor associado à Abapa, ele já trabalha ali muito em cima mesmo do custo mais baixo possível.”, disse Prado.
Qualidade e pragas sob controle
Gustavo também afirmou que a incidência de pragas observada pela equipe fitossanitária está dentro da normalidade e, até o momento, não comprometeu a qualidade do algodão.
A Abapa avalia que a incidência de pragas neste ano não foi fator determinante para prejuízo à qualidade da lavoura. A entidade espera que o cenário se mantenha até o fim da safra, preservando o padrão da fibra baiana.
A expectativa é de um bom volume de produção, com possibilidade de recorde não apenas em produtividade, mas também na manutenção da qualidade.
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