ENERGIA ELÉTRICA

Companhia inaugura subestação e anuncia investimentos de R$ 3,2 bilhões no Oeste Baiano

Investimentos devem dobrar capacidade elétrica na região até 2030, diz companhia

Foto: Divulgação/Neoenergia Coelba
Foto: Divulgação/Neoenergia Coelba

O fornecimento de energia elétrica, historicamente apontado como um dos principais gargalos para o desenvolvimento dos produtores da região Oeste da Bahia, começa a ganhar um novo panorama.

Os resultados do Estudo de Demandas Eletroenergéticas da Agricultura Irrigada do Oeste da Bahia liderado pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), para mapear a real demanda energética regional, foram entregues ao governo federal nesta semana para lideranças do Ministério de Minas e Energia (MME), no Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Pararelo a isso, durante a Bahia Farm Show, a Neoenergia Coelba anunciou investimentos expressivos voltados para a infraestrutura do campo e das cidades da região e inaugurou uma nova subestação no município de Luís Eduardo Magalhães (BA).

O empreendimento adiciona 53,2 megawatts (MW) de potência instalada ao sistema elétrico e conta com uma nova linha de distribuição de 138 quilovolts (kV). Segundo a concessionária, o projeto foi estruturado para acompanhar a forte expansão impulsionada pelo agronegócio, agroindústria e o crescimento urbano da cidade, beneficiando diretamente mais de 53 mil clientes.

R$ 3,2 bilhões em investimentos até 2030

A nova subestação faz parte de um plano ainda mais amplo de expansão. O supervisor de operações da Neoenergia Coelba, Dandy Câmara, detalhou as metas ousadas da distribuidora para o período de 2026 a 2030.

No total do estado, serão investidos R$ 25 bilhões em melhorias, dos quais R$ 3,2 bilhões serão destinados exclusivamente ao extremo Oeste baiano.

“Temos todo um setor de planejamento e estudos que vê o melhor ponto possível para a instalação dessas subestações. Elas estão dispostas hoje para exatamente melhorar e ampliar a capacidade energética para os nossos agricultores aqui da nossa região”, explicou Dandy Câmara.

O supervisor ressaltou que a meta é aumentar em 93% a capacidade energética instalada no Oeste, o que representará praticamente o dobro da quantidade de energia disponível atualmente. A expectativa é saltar do patamar atual de 400 megawatts (MW) para 830 megawatts (MW) até 2030.

No planejamento específico do Oeste, o ciclo prevê a construção de 10 novas subestações, a ampliação de potência de outras 15 unidades já existentes e a implantação de aproximadamente 3,9 mil quilômetros de rede elétrica.

Sinergia com o crescimento do agronegócio

Para as lideranças do setor produtivo, os investimentos representam a segurança que faltava para os planos de expansão das propriedades e indústrias locais.

Moisés Schmidt, presidente da Bahia Farm Show e da Aiba, enfatizou a relação intrínseca entre a atração de novas tecnologias e a infraestrutura básica.

“Isso tudo mostra o crescimento dessa região, o crescimento do nosso estado da Bahia, tendo como um paralelo, com uma relação, o consumo de energia, que tende a crescer cada vez mais. E nas suas condições de verticalização que temos em agroindústria, hotelaria, turismo e outros setores mais no nosso estado”, concluiu Schmidt.

Com a entrega das novas estruturas e o avanço do cronograma de obras, o setor produtivo e a concessionária esperam eliminar de vez a defasagem de energia, dando a sustentação necessária para que a região continue batendo recordes de produtividade e atraindo novos complexos industriais nos próximos anos.