Brasil precisa ter retorno financeiro pelo crédito de carbono, diz Bolsonaro

O presidente afirmou que o país vai continuar no Acordo de Paris, por enquanto, mas também quer ter seus direitos honrados

Floresta Amazônica, no Brasil
Foto: Guilherme Noronha/Embrapa

O Brasil não tem recebido retorno financeiro pela redução na emissão de dióxido carbono (CO2), afirmou o presidente Jair Bolsonaro nesta quarta-feira, dia 23. Acordos internacionais, como o de Paris, estipulam o chamado crédito de carbono para países que atingem metas ambientais. Nações que fazem parte desses tratados e não cumprem suas obrigações compram os créditos dos países que conseguiram, incentivando a preservação.

“Em relação ao Acordo de Paris, até certo ponto o Brasil fez a sua parte. Quando você fala de créditos de carbono, não temos recebido o retorno financeiro. Então, por enquanto, nós vamos continuar. Somos um país em desenvolvimento e temos deveres, mas também queremos ter direitos”, disse.

O presidente sinalizou durante a campanha e no início de seu mandato a intenção de sair do Acordo de Paris. Ele também rejeitou a ideia de o Brasil sediar a conferência climática COP25. Mas os próprios ministros de Bolsonaro já haviam sinalizado que ele voltaria atrás.

Crédito

Cada tonelada de dióxido de carbono equivalente (CO2e) equivale a 1 crédito de carbono. A ideia do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) é que cada tonelada não emitida ou retirada da atmosfera por um país em desenvolvimento possa ser negociada no mercado mundial por meio de Certificados de Emissões Reduzidas (CER).

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