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Chuva no outono: veja a previsão do tempo até junho

De acordo com a Somar Meteorologia, a chuva deve diminuir a partir de maio, mas até lá alguns estados terão acumulados mensais de até 100 mm

Muitos produtores rurais estão se perguntando até quando vai chover. Para algumas lavouras, o atraso da chuva foi tamanho que será necessário chover em junho, mês tradicionalmente seco no Brasil.

Em março, a chuva deve se distribuir melhor pelo Brasil. O atual bloqueio atmosférico não será duradouro, tanto que o mapa mensal indica precipitação acima da média desde o Rio Grande do Sul até Minas Gerais. Somente áreas do Matopiba e leste do Pará vão receber menos chuva que o normal, mas não há previsão de seca.

O La Niña deve compensar, parcialmente, o atraso da chuva na primavera passada com um outono mais úmido do que o normal. De acordo com a Somar Meteorologia, em abril, choverá 50 a 100 milímetros em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e Bahia. Em Mato Grosso e no oeste do Paraná, a chuva pode passar de 100 milímetros.

Em maio, no entanto, o acumulado previsto cai para menos de 20 milímetros no norte de Goiás e de Minas Gerais, leste de Mato Grosso, Tocantins, Piauí e interior da Bahia. Áreas como Paraná, Mato Grosso do Sul e oeste e sul de Mato Grosso ainda tem previsão de algo entre 20 e 50 milímetros.

As maiores ondas de frio estão previstas para junho no Paraná e Mato Grosso do Sul. Não seria algo preocupante se não fosse pelo atraso na instalação do milho. Parte da produção ainda poderá estar em fase vulnerável quando a temperatura diminuir de forma mais acentuada.

Chuva no curto prazo

Depois de três semanas seguidas com chuva forte sobre o Centro-Norte do país, parte da precipitação ruma para a porção sul. Nos últimos dias, choveu 185 milímetros nos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR).

Em sete dias, pode chover até 150 milímetros entre o norte do Paraná e sul de Mato Grosso do Sul. A chuva por um lado diminui o ritmo de colheita e instalação da segunda safra nos dois estados, mas aumenta a umidade do solo para as áreas de segunda safra já instaladas. Além disso, parte da precipitação alcança a metade norte do Rio Grande do Sul, que ainda está com soja sob desenvolvimento e que via diminuição da umidade do solo nas últimas três semanas.

Por outro lado, a Zona da Mata de Minas Gerais e o Espírito Santo castigados pelas tempestades da semana passada passam por um período menos chuvoso. Em sete dias, estimam-se menos de 20 em vários municípios.

Para alimentar o bloqueio atmosférico e a chuva forte do Paraná e Mato Grosso do Sul, a umidade da Amazônia será obrigada a passar por Goiás e Mato Grosso. Por isso, esperam-se dias nublados, chuvosos e com temperatura máxima mais baixa nos dois estados até o próximo fim da semana, fazendo com que as atividades de campo não consigam acelerar. No norte de Mato Grosso, estima-se até 150 milímetros.

Além dos dois estados, há previsão de chuva intensa sobre a região Norte e Matopiba. No porto de Miritituba, choverá entre 150 e 200 milímetros. Isso também vale para o leste do Pará, litoral do Amapá, Amazonas, sul de Roraima e região central do Maranhão. Nesse último estado, aliás, apesar do plantio mais rápido que em Mato Grosso, o atual período chuvoso atrasa a colheita da soja e atrasa a instalação da segunda safra.