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Fator 'China' faz preço da carne bovina subir no atacado

O ambiente de negócios sugere pela continuidade do movimento de alta no curto prazo, em linha com o ápice da demanda no mercado doméstico

O mercado físico de boi gordo registrou preços firmes nesta terça-feira, 23. Segundo o analista da Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a oferta de animais terminados, prontos para o abate, permanece pouco expressiva, e não deve apresentar grandes avanços ainda neste ano. “É bastante possível que haja maior disponibilidade de boiadas apenas no final de março do ano que vem. Este é com certeza o grande ponto de sustentação para os preços das boiadas nos próximos meses”, assinalou Iglesias.

A grande notícia do dia foi a liberação da carne bovina brasileira que foi devidamente credenciada antes do dia 4 de setembro para ser embarcada à China. “Ou seja, a carne que estava armazenada nos portos no Brasil e lá fora, e até mesmo em contêineres frigoríficos será destinada ao mercado chinês como deveria. Logo, o risco desse excedente ser ofertado no mercado doméstico foi eliminado. Resta agora o recredenciamento da carne bovina brasileira para que novos lotes de carne bovina possam ser produzidos para atender o mercado chinês”, disse o analista.

om isso, em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 318 na modalidade à prazo. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 300, estável. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 310, inalterada. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 295, ante R$ 294. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 320 por arroba, estável.

Atacado

Os preços da carne seguem subindo no atacado. O ambiente de negócios sugere pela continuidade do movimento de alta no curto prazo, em linha com o ápice da demanda no mercado doméstico. “O fato da China autorizar a entrada de carne bovina brasileira que foi credenciada até o dia 03 de setembro representa um avanço importante. Essa carne que estava aguardando o aceite chinês não será disponibilizada no mercado doméstico, aumentando a propensão a reajustes. Como limitador resta a pouca capacidade do consumidor brasileiro em absorver novos reajustes da carne bovina no varejo”, disse o analista.

Assim, o quarto dianteiro foi precificado a R$ 15,90 por quilo, alta de R$ 0,40. A ponta de agulha foi precificada a R$ 15 por quilo, alta de R$ 0,10.