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A caminho do Brasil, forte onda de calor provoca blecaute na Argentina

O ministro da Agricultura da Argentina solicitou a ampliação do fundo de emergência para ajudar produtores atingidos pela seca

A cidade de Buenos Aires, capital da Argentina, foi atingida por grande queda de energia nesta terça-feira (11), que deixou milhares de casas sem eletricidade em meio a uma onda de calor que fez as temperaturas subirem acima de 40 graus Celsius.

As distribuidoras de eletricidade Edenor e Edesur relataram queda de energia, depois que altas temperaturas geraram aumento na demanda para resfriar residências e empresas.

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Foto: Pixabay

A Entidade Nacional de Regulação da Eletricidade (ENRE) disse que o corte de energia da Edenor afetou 700 mil clientes na área de Buenos Aires. Cerca de 43,4 mil clientes da Edesur também ficaram sem energia, depois que falhas nas linhas de alta tensão atingiram duas de suas subestações.

A AySA, que fornece água potável na capital, pediu à população que otimize o uso da água porque a interrupção também afetou seu sistema de purificação.

As altas temperaturas devem continuar ao longo da semana, com picos próximos a 40°C, segundo o Serviço Meteorológico Nacional (SMN) do país.

“O SMN emitiu alerta antecipando uma onda de calor extremo esta semana, com temperaturas que podem chegar a 41°C na área de concessão”, disse a Edesur em e-mail a seus clientes. “Estamos trabalhando para fortalecer nossa rede diante da crescente demanda”.

Agricultura

O ministro da Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina, Julián Domínguez, solicitou a ampliação do fundo de emergência para ajudar produtores e governos provinciais que enfrentam problemas devido à seca, nesta terça-feira (11).

“Estamos monitorando constantemente a situação, em contato com os ministros das províncias, fazendo uma avaliação e um diagnóstico da situação e do impacto das alterações climáticas nas diferentes culturas”, disse o ministro.

Domínguez disse que no último semestre, em algumas áreas da Argentina, houve uma diminuição de até 200 milímetros de chuva, o que complicou a situação de produtores de soja, milho, forragem e pastagem. O ministro também expressou preocupação com a situação na província de Entre Ríos, na fronteira com o Rio Grande do Sul, que tem tido sérios problemas com incêndios.

“Conversei com o chefe de gabinete da presidência sobre a necessidade de estarmos preparados para resolver esta situação, pois vamos ter um impacto no setor, do qual teremos uma avaliação a partir da terceira semana de janeiro”, afirmou.