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Arroba do boi gordo em SP subiu R$ 7 em uma semana, diz Safras

Segundo consultoria, a oferta de animais terminados segue restrita, fator que vai oferecendo um importante ponto de sustentação aos preços domésticos

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A arroba do boi gordo está cotada a R$ 209 em São Paulo. Foto: Semagro/MS

Os preços do boi gordo dispararam no mercado físico brasileiro nesta semana, subindo R$ 7 na praça de São Paulo, segundo acompanhamento da consultoria Safras. O analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias afirma que os frigoríficos continuaram trabalhando com escalas de abate apertadas, enquanto a disputa por animais que cumprem os requisitos para exportação à China permaneceu acirrada, principalmente em São Paulo. “No geral, a oferta de animais terminados segue restrita, fator que vai oferecendo um importante ponto de sustentação aos preços domésticos”, diz.

Enquanto isso, ainda há algum otimismo em relação à demanda interna de carne bovina com o relaxamento das medidas de distanciamento social em alguns estados. “Mas o quadro segue complicado, com muitos pedidos de falência, altos índices de desemprego e de queda na renda do brasileiro médio”, ponderou.

Conforme Iglesias, permanece uma tendência de aumento pontual nos preços, apoiada na expectativa de reação no consumo doméstico. Já as exportações seguem com volumes expressivos, diante de um grande apetite por proteína animal brasileira por parte da China.

Veja o comparativo da arroba do boi gordo em 12 e 19 de junho:

  • São Paulo: passou de R$ 202 para R$ 209
  • Goiânia (GO):  passou de R$ 195 para R$ 200
  • Uberaba (MG): passou de R$ 198 para R$ 204
  • Dourados (MS): passou de R$ 186 para R$ 200
  • Cuiabá (MT): passou de R$ 175/R$ 176 para R$ 183

Mercado externo

As exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada do Brasil renderam US$ 280,784 milhões em junho (9 dias úteis), com média diária de US$ 31,198 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A quantidade total exportada pelo país chegou a 64,491 mil toneladas, com média diária de 7,165 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.355,90.

Na comparação com junho de 2019, houve ganho de 34,08% no valor médio diário, alta de 18,89% na quantidade média diária e avanço de 12,77% no preço médio.