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Sem China, preço da arroba leva tombo; confira os destaques desta sexta

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a arroba do boi gordo negociada no mercado brasileiro teve mais um dia de forte baixa

  • Boi: arroba tem forte baixa sem aceno da China, diz Safras & Mercado
  • Milho: saca segue em alta no físico, mas tem ajustes negativos nos futuros
  • Soja: queda em Chicago é compensada por avanço do dólar em relação ao real
  • Café: preços seguem estáveis
  • No exterior: PIB do segundo trimestre dos EUA fica acima das projeções
  • No Brasil: taxa de desemprego cai mais que o esperado

Agenda:

  • Brasil: dados sobre as lavouras do Mato Grosso (Imea)
  • Brasil: balança comercial de setembro
  • EUA: inflação ao consumidor – PCE de agosto

Boi: arroba tem forte baixa sem aceno da China, diz Safras & Mercado

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a arroba do boi gordo negociada no mercado brasileiro teve mais um dia de forte baixa. Em São Paulo, capital, a arroba passou de R$ 298 para R$ 290, na modalidade a prazo, em Goiânia (GO), foi de R$ 285 para R$ 280 e em Dourados (MS), de R$ 298 para R$ 292. A falta de aceno da China em relação às exportações segue penalizando os preços.

Na B3, as cotações dos contratos futuros do boi gordo tiveram o segundo dia consecutivo com quedas expressivas entre os vértices mais negociados. O ajuste do vencimento para outubro passou de R$ 292,85 para R$ 285,25, do novembro foi de R$ 299,60 para R$ 289,05 e do dezembro foi de R$ 308,25 para R$ 297,15 por arroba.

Milho: saca segue em alta no físico, mas tem ajustes negativos nos futuros

O indicador do milho do Cepea alcançou o quarto dia consecutivo com avanços, após ter chegado à mínima desde janeiro. A cotação variou 0,42% em relação ao dia anterior e passou de R$ 91,45 para R$ 91,83 por saca. Assim sendo, no acumulado do ano, o indicador valorizou 16,76%. Em 12 meses, os preços alcançaram 44,32% de alta.

Na bolsa brasileira, a B3, a curva de contratos futuros do milho teve uma sequência de altas interrompida e recuou. O ajuste do vencimento para novembro foi de R$ 93,40 para R$ 91,97, do janeiro de 2022 passou de R$ 94,36 para R$ 92,95, do março foi de R$ 94,45 para R$ 93,02 e por fim, do maio saiu de R$ 89,46 para R$ 88,71 por saca.

Soja: queda em Chicago é compensada por avanço do dólar em relação ao real

O indicador da soja do Cepea, calculado com base nos preços praticados no porto de Paranaguá (PR), teve um dia de preços mais altos. A cotação variou 0,1% em relação ao dia anterior e passou de R$ 175,42 para R$ 175,59 por saca. Desse modo, no acumulado do ano, o indicador teve uma alta de 14,09%. Em 12 meses, os preços alcançaram 18,55% de valorização.

Na bolsa de Chicago, as cotações dos contratos futuros da soja tiveram um dia de forte queda em virtude do relatório do USDA trazer produção e estoques acima das projeções de mercado. O vencimento para novembro, o contrato com mais negócios no momento, subiu 0,52% na comparação diária e passou de US$ 12,77 para US$ 12,836 por bushel.

Café: preços seguem estáveis

De acordo com a Safras & Mercado, as cotações do café no Brasil tiveram mais um dia de estabilidade. No sul de Minas Gerais, o arábica bebida boa com 15% de catação ficou estável em R$ 1.145/1.150, enquanto que no cerrado mineiro, o bebida dura com 15% de catação ficou inalterado em R$ 1.150/1.155 por saca.

Na bolsa de Nova York, as cotações do café arábica tiveram uma leve alta, após a queda expressiva do dia anterior. Ainda assim, os preços seguem distantes do nível de US$ 2,0 por libra-peso. O vencimento para dezembro, o mais negociado atualmente, teve valorização de 0,31% na comparação diária e passou de US$ 1,934 para US$ 1,94 por libra-peso.

No exterior: PIB do segundo trimestre dos EUA fica acima das projeções

A leitura final do PIB do segundo trimestre nos Estados Unidos ficou acima do registrado nas prévias e também das expectativas de mercado. A economia norte-americana teve crescimento anualizado de 6,7%, enquanto que as projeções apontavam alta de 6,6%. A primeira prévia mostrou avanço de 6,5% e a segunda, de 6,6%.

Por outro lado, os dados do mercado de trabalho seguiram na tendência de piora, com os pedidos semanais de seguro desemprego passando de 351 mil para 362 mil. Os analistas projetavam 335 mil solicitações. Uma piora no ritmo de recuperação do mercado de trabalho pode fazer o FED ter dúvidas sobre o início da retirada dos estímulos monetários em 2021.

No Brasil: taxa de desemprego cai mais que o esperado

De acordo com a PNAD Contínua apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego calculada no trimestre encerrado em julho recuou de 14,1% para 13,7%. O aumento do número de pessoas ocupadas foi o principal responsável pelo resultado. Os dados ficaram melhores que as expectativas dos analistas, que projetavam taxa de 13,9%.

Apesar da forte pressão do exterior, com quedas expressivas nos EUA, o Ibovespa teve um dia de leve desvalorização. Dessa forma, o principal índice de ações da bolsa brasileira recuou 0,11% na comparação diária e ficou cotado aos 110.979 pontos. Enquanto isso, o dólar comercial teve valorização de 0,29% e passou de R$ 5,43 para R$ 5,446.