
Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (16), o primeiro trimestre do ano registrou recordes no abate de bovinos e suínos, além da maior captação de leite já observada para o período desde o início da série histórica, em 1997.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Entre janeiro e março, foram abatidas 10,29 milhões de cabeças de bovinos sob inspeção sanitária, volume 3,3% superior ao registrado no mesmo período de 2025. O resultado representa o maior abate para um primeiro trimestre da série histórica, embora tenha ficado 6,9% abaixo do quarto trimestre do ano passado.
A produção de carcaças bovinas somou 2,63 milhões de toneladas, avanço de 5,1% na comparação anual. Mato Grosso manteve a liderança nacional, respondendo por 17,5% do total de animais abatidos, seguido por São Paulo (11,6%), Goiás (9,2%) e Pará (9,1%).
Suínos
O abate de suínos também alcançou o melhor resultado para um primeiro trimestre. Foram abatidas 15,27 milhões de cabeças, crescimento de 5,5% em relação aos três primeiros meses de 2025.
O peso das carcaças chegou a 1,43 milhão de toneladas, alta de 6,9% na comparação anual. Santa Catarina permaneceu na liderança da atividade, com 28,1% da participação nacional, à frente de Paraná (20,9%) e Rio Grande do Sul (17,8%).
Frango
O abate de frangos totalizou 1,71 bilhão de cabeças no primeiro trimestre, aumento de 3,6% em relação ao mesmo período do ano passado. O volume foi o segundo maior já registrado para qualquer trimestre, ficando atrás apenas do recorde observado entre outubro e dezembro de 2025.
A produção de carne de frango alcançou 3,73 milhões de toneladas, avanço de 6,9% em comparação ao primeiro trimestre de 2025. O Paraná segue como principal polo da atividade, concentrando 35% dos abates nacionais.
Captação de leite
A aquisição de leite cru pelos estabelecimentos sob inspeção sanitária somou 6,78 bilhões de litros entre janeiro e março, crescimento de 2,6% frente ao mesmo período de 2025.
O volume representa a maior captação já registrada para um primeiro trimestre. Minas Gerais permaneceu na liderança nacional, com 23,5% do total adquirido, seguido por Paraná (15,6%) e Rio Grande do Sul (13,5%).
Apesar do aumento na captação, o preço médio pago ao produtor ficou em R$ 2,24 por litro, valor 18,8% inferior ao observado um ano antes.
Couro fica estável e ovos avançam
No segmento de couro bovino, os curtumes receberam 10,75 milhões de peças no primeiro trimestre, resultado estável em relação ao mesmo período de 2025 e 3,3% inferior ao trimestre anterior.
Goiás liderou a recepção de couro cru para processamento, com 19% de participação nacional, seguido por Mato Grosso (16,8%) e Mato Grosso do Sul (12,1%).
Já a produção de ovos de galinha alcançou 1,21 bilhão de dúzias, crescimento de 0,4% na comparação anual. São Paulo manteve a liderança nacional, respondendo por 24,6% da produção brasileira, seguido por Minas Gerais, Paraná e Espírito Santo.
Os dados divulgados pelo IBGE mostram que, apesar das oscilações entre os trimestres, a pecuária brasileira manteve trajetória de crescimento no início de 2026, com recordes em importantes segmentos da produção animal.