
O mercado físico do boi gordo teve uma segunda-feira de preços mais altos. Contudo, o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias pontua que algumas indústrias já sinalizam para mudanças do perfil de abate, reduzindo a produção destinada à China, com mudanças importantes no programa de bonificação.
“Nos próximos dias, tende a sair o alerta por parte do governo chinês de que 80% da cota brasileira foi preenchida, o que pode levar outras indústrias a adotarem a mesma postura”, ressalta, em referência à cota de 1,1 milhão de toneladas concedida pelo gigante asiático às exportações de carne bovina brasileira para lá.
Iglesias ainda destaca que o mercado acompanha atentamente os desdobramentos em torno da proibição da importação de produtos de origem animal do Brasil por parte da União Europeia e a questão sanitária nos Estados Unidos, com mais casos da mosca-da-bicheira (Cochliomyia hominivorax).
Média da arroba do boi gordo
- São Paulo: R$ 358,50
- Goiás: R$ 336,96
- Minas Gerais: R$ 335,29
- Mato Grosso do Sul: R$ 354,89
- Mato Grosso: R$ 359,26
Mercado atacadista
O mercado atacadista, por sua vez, apresentou preços firmes durante o dia. De acordo com Iglesias, esse movimento está lastreado na boa reposição entre atacado e varejo durante a primeira quinzena do mês.
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“Além disso, a expectativa de consumo em junho permanece favorável em função dos jogos da seleção brasileira. A carne bovina ainda perde em competitividade na comparação com as proteínas concorrentes, principalmente em relação com a carne de frango”, diz.
- Quarto dianteiro: R$ 21,70 por quilo
- Ponta de agulha: R$ 19,70 por quilo
- Quarto traseiro: R$ 27,00 por quilo
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,50%, sendo negociado a R$ 5,1802 para venda e a R$ 5,1782 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1332 e a máxima de R$ 5,1947.