
O mercado físico do boi gordo voltou a enfrentar pressão de baixa nos preços nesta quarta-feira (17). Mesmo com dificuldades na composição das escalas de abate, os frigoríficos seguem testando níveis mais baixos de preço.
“O grande fator que justifica esse comportamento segue no esgotamento precoce da cota chinesa, que deve terminar entre os meses de junho e julho, fazendo com que o Brasil conte com a ausência parcial e temporária do principal mercado para a carne bovina brasileira”, pontua o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias.
Segundo ele, diante desse cenário mais desafiador a indústria tende a readequar a quantidade de animais abatidos diariamente, com aumento da capacidade ociosa, além de
reduzir turnos de abate.
Média da arroba do boi gordo
- São Paulo: R$ 348,67 — ontem: R$ 351,75
- Goiás: R$ 326,25 — ontem: R$ 328,39
- Minas Gerais: R$ 326,18 — ontem: R$ 326,47
- Mato Grosso do Sul: R$ 342,27 — ontem: R$ 342,61
- Mato Grosso: R$ 346,69 — ontem: R$ 348,04
Mercado atacadista
O mercado atacadista se deparou com preços acomodados ao longo desta quarta-feira, ainda com expectativa de recuperação dos preços nos próximos dias.
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“A expectativa de consumo em junho permanece favorável em especial às vésperas dos jogos da seleção brasileira. A carne bovina ainda perde em competitividade na comparação com as proteínas concorrentes, em especial em relação à carne de frango”, diz Iglesias.
- Quarto traseiro: R$ 27,00 por quilo
- Quarto dianteiro: R$ 21,50 por quilo
- Ponta de agulha: R$ 20,00 por quilo
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,39%, sendo negociado a R$ 5,1095 para venda e a R$ 5,1075 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0520 e a máxima de R$ 5,1215.