
O mercado físico do boi gordo iniciou a semana com tentativas de compra abaixo da referência média e um ambiente ainda de poucos negócios. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, as escalas de abate estão mais confortáveis em estados como Goiás e Minas Gerais.
De acordo com o especialista, os frigoríficos exportadores seguem ajustando sua capacidade de abate diante do esgotamento precoce das cotas de exportação para a China. A principal estratégia adotada tem sido a redução dos abates, em um cenário em que o principal mercado comprador da carne bovina brasileira estará ausente de forma parcial e temporária.
Em São Paulo, a referência média para a arroba do boi gordo ficou em R$ 345,52 na modalidade a prazo. Em Goiás, a indicação média foi de R$ 321,07 por arroba. Em Minas Gerais, a arroba foi cotada em R$ 321,12.
Em Mato Grosso do Sul, a arroba foi indicada em R$ 340,77. Já no Mato Grosso, a referência média alcançou R$ 340,81.
Atacado
No atacado, os preços permaneceram acomodados nesta segunda-feira. A expectativa é de alguma recuperação nos próximos dias, favorecida pelo consumo típico de junho e pela proximidade dos jogos da seleção brasileira. Ainda assim, a carne bovina segue perdendo competitividade frente às proteínas concorrentes, especialmente a carne de frango.
O quarto traseiro permaneceu cotado em R$ 27,00 por quilo. O quarto dianteiro seguiu em R$ 21,50 por quilo, enquanto a ponta de agulha continuou precificada em R$ 20,00 por quilo.
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Câmbio
No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com queda de 0,61%, cotado a R$ 5,1422 para venda e R$ 5,1402 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1237 e a máxima de R$ 5,1685.