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Carne bovina: desempenho no mercado externo é ‘notável’, diz Scot

Segundo a consultoria, animais jovens no padrão China continuam sendo negociados acima dos valores de referência para a arroba do boi gordo

Carne bovina, China
Foto: Liu Lei/Xinhua

O consumo de carne bovina recuou devido às medidas de isolamento social adotadas para lidar com a pandemia do novo coronavírus. De acordo com a Scot Consultoria, foram os cortes de carne de traseiro que mais recuaram até o momento, por serem mais caros, revelando uma depressão na renda da população.

O preço médio de cortes de dianteiro no atacado é um indicador disso: alta de 4,1% na comparação feita mês a mês, contra queda de 1,7% nos cortes de traseiro. “O cenário é de contração no mercado interno e de expansão no mercado externo, cujo desempenho é notável”, informa a consultoria.

Em São Paulo, sem a necessidade de alongar as escalas devido à demanda contida, os frigoríficos estão trabalhando abaixo da capacidade de abate, segundo a Scot. Estima-se que em São Paulo, as indústrias estejam trabalhando com 20% de ociosidade e as programações de abate atendem, em média, cinco dias.

Na praça paulista, o preço está estável na comparação dia a dia, em R$ 194 por arroba, a prazo e livre de Funrural, R$196,50 por arroba com desconto do Senar e R$197 por arroba bruto.

“Para o ‘boi comum’, cuja carne é destinada ao mercado interno, as ofertas de compra abaixo da referência vêm ganhando força. Entretanto, para animais jovens, cujo destino é o mercado chinês, as ofertas de compra estão acima dessa referência”, diz a consultoria.