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Preços do boi e milho renovam recorde mas soja cai; veja notícias desta quinta

Inflação e taxa de juros no Brasil e estímulos fiscais nos Estados Unidos também estão no radar dos investidores

  • Boi: arroba encosta em R$ 295
  • Milho: cotações renovam recorde no mercado físico, mas recuam no futuro
  • Soja: preços caem no Brasil seguindo terceira queda consecutiva em Chicago
  • Café: saca fica estável mesmo com baixa do dólar e de Nova York
  • No exterior: mercados aguardam avanço de estímulos nos Estados Unidos
  • No Brasil: Banco Central mantém taxa Selic em 2% ao ano

Agenda:

  • Brasil: atualização para a estimativa de safra de café (Conab)
  • Brasil: dados das lavouras no Rio Grande do Sul (Emater)
  • EUA: pedidos de seguro desemprego

Boi: arroba encosta em R$ 295

O indicador do boi gordo do Cepea encostou em R$ 295 por arroba e renovou a máxima histórica da série. A cotação passou de R$ 292,35 para R$ 294,60, em uma alta diária de 0,77%. Dessa maneira, no acumulado do ano, o avanço já chega a 10,28%.

No mercado futuro, por outro lado, os contratos do boi gordo negociados na B3 tiveram um dia de desvalorização. O vencimento para janeiro passou de R$ 295,55 para R$ 294,65 por arroba e o para fevereiro caiu de R$ 295,50 para R$ 294,15.

Milho: cotações renovam recorde no mercado físico, mas recuam no futuro

A cotação do milho renovou a máxima histórica do indicador do Cepea pelo sexto dia consecutivo. Os avanços têm sido tímidos e demonstram que os preços podem ter encontrado um certo limite para as altas. A saca passou de R$ 85,22 para R$ 85,44 e acumula uma valorização de 8,6% em 2021.

Por outro lado, na B3, os contratos futuros do milho tiveram um dia de quedas. O vencimento para março, o mais líquido atualmente, caiu de R$ 88,98 para R$ 87,27 por saca e para maio foi de R$ 85,51 para R$ 83,49.

Soja: preços caem no Brasil seguindo terceira queda consecutiva em Chicago

Os preços da soja negociada no mercado brasileiro não resistiram à terceira queda consecutiva das cotações na Bolsa de Chicago. A desvalorização do dólar em relação ao real também contribuiu com o movimento.

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a comercialização ficou travada e os produtores focaram nas lavouras, com a avaliação de melhora das condições climáticas e dando início à colheita. Em Passo Fundo (RS), a saca recuou de R$ 164 para R$ 162 e no porto de Paranaguá (PR), caiu de R$ 171 para R$ 167.

Café: saca fica estável mesmo com baixa do dólar e de Nova York

O mercado físico brasileiro de café teve um dia de preços estáveis apesar da queda do arábica em Nova York e do dólar em relação ao real, de acordo com a consultoria Safras & Mercado. Seguindo a tendência observada nesta semana, os preços encontraram suporte na demanda dos compradores.

Segundo a análise da consultoria, com as cotações mais sustentadas, os vendedores aparecem mais e aumentam o ritmo dos negócios. Porém, não houve grandes volumes negociados. No sul de Minas Gerais, o arábica bebida boa seguiu em R$ 635/640 por saca.

No exterior: mercados aguardam avanço de estímulos nos Estados Unidos

Os mercados abrem esta quinta-feira, 21, rondando a estabilidade na espera de avanços em relação aos estímulos prometidos pelo presidente norte-americano, Joe Biden. Na agenda desta quinta, o destaque de indicadores econômicos é a divulgação dos pedidos semanais de seguro-desemprego. Esse dado é bastante monitorado pelos investidores para rastrear a dinâmica do mercado de trabalho nos Estados Unidos.

Os últimos resultados têm mostrado bastante fraqueza da recuperação dos empregos nos EUA em virtude da piora da pandemia no país. Por isso, o novo presidente e sua equipe econômica preparam uma nova rodada de auxílios à população e às empresas.

No Brasil: Banco Central mantém taxa Selic em 2% ao ano

O Banco Central decidiu por unanimidade manter a taxa Selic em 2% ao ano. A decisão era amplamente esperada pelo mercado, pois não havia sinalização para alteração dos juros. Os investidores estavam mais atentos a mudanças na comunicação da autoridade monetária. A principal modificação no comunicado divulgado após a decisão foi a retirada da prescrição futura da política monetária. Este mecanismo foi usado pelos diretores para comunicar ao mercado que não haveria aumento dos juros enquanto a inflação não retornasse à meta.

Com a aceleração dos preços das commodities, sobretudo agrícolas, e aumento do custo de bens atrelados ao dólar, a inflação retornou para próxima da meta. Dessa forma, o Banco Central retirou essa prescrição futura. De todo modo, isso não significa “mecanicamente uma elevação da taxa de juros”, disse o comunicado.