
As exportações brasileiras de carne bovina in natura para a China avançaram nos cinco primeiros meses de 2026 e já consumiram 65,4% da cota anual disponível ao país. Entre janeiro e maio, o Brasil embarcou 723.745 toneladas ao mercado chinês, segundo dados do Ministério do Comércio da China (MOFCOM) e da Administração Geral das Alfândegas da China (GACC). O volume mantém o país na liderança entre os fornecedores da proteína ao destino asiático.
A cota brasileira para 2026 é de 1,106 milhão de toneladas. O volume já embarcado ao longo dos cinco primeiros meses do ano representa mais da metade desse limite e corresponde a cerca de 56,3% das importações totais chinesas no período.
Os dados também sustentam a expectativa de preenchimento integral da cota brasileira entre o fim de junho e o início de julho. Esse prazo varia conforme o ritmo das importações e da internalização das cargas nos portos chineses.
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Do lado da demanda, as compras chinesas de carne bovina in natura perderam ritmo ao longo do ano. Depois de importar 366,4 mil toneladas em janeiro, a China reduziu o volume para 261,4 mil toneladas em fevereiro, 241,2 mil toneladas em março, 208,7 mil toneladas em abril e 207 mil toneladas em maio. No acumulado de janeiro a maio, o país asiático importou 1,285 milhão de toneladas, o equivalente a 47,8% da cota global de 2,688 milhões de toneladas.
Entre os concorrentes do Brasil, a Austrália foi o primeiro grande fornecedor a esgotar sua cota de exportação para a China em 2026. Segundo o MOFCOM, os embarques australianos atingiram 100% do volume autorizado em 18 de junho. Com isso, a carne bovina australiana passou a ser submetida a uma tarifa adicional de 55% sobre a alíquota vigente, conforme o mecanismo de salvaguarda adotado pelo governo chinês.
A Argentina exportou 210.857 toneladas no período e utilizou 41,3% de sua cota de 511 mil toneladas. O Uruguai embarcou 72.322 toneladas e preencheu 22,3% do limite anual. A Nova Zelândia exportou 45.814 toneladas e utilizou 22,2% da cota disponível. Os Estados Unidos embarcaram 803 toneladas entre janeiro e maio, o equivalente a 0,5% da cota anual de 164 mil toneladas.
Com 723.745 toneladas embarcadas até maio e participação de 56,3% nas importações chinesas do período, o Brasil manteve a liderança entre os fornecedores de carne bovina in natura para a China em 2026.
Fonte: Estadão Conteúdo