COMÉRCIO EXTERIOR

China reconhece Brasil livre de febre aftosa após anúncio tarifário dos EUA

Declaração de Luiz Inácio Lula da Silva relaciona avanço sanitário nas exportações de carne à reação brasileira diante da recomendação de tarifa de 25% dos Estados Unidos

China reconhece Brasil como livre de febre aftosa
Imagem criada por inteligência artificial

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta quarta-feira (3), durante reunião ministerial, que o reconhecimento da China ao Brasil como livre de febre aftosa foi a principal resposta do país ao anúncio de uma recomendação tarifária dos Estados Unidos. Segundo Lula, a medida chinesa ocorreu um dia após o United States Trade Representative (USTR) recomendar taxação de 25% sobre produtos brasileiros. O conteúdo disponível não detalha quais itens seriam atingidos pela tarifa nem a data de eventual implementação.

Na declaração, Lula disse que a China reconheceu o Brasil, em seus 8,5 milhões de quilômetros quadrados, como área livre de febre aftosa, o que, segundo ele, liberou integralmente a carne brasileira para o mercado chinês. A decisão elimina restrições à compra de carnes em regiões do país e encerra uma negociação bilateral que, de acordo com o conteúdo informado, durou duas décadas.

Do ponto de vista sanitário e comercial, o reconhecimento chinês tem peso para a cadeia pecuária porque amplia a uniformidade do acesso do produto brasileiro ao principal destino externo das carnes do país. Esse tipo de habilitação reduz barreiras regionais e pode simplificar a operação de frigoríficos e exportadores, desde que os protocolos de compra e habilitação sejam efetivamente atualizados pelas autoridades e pelos importadores.

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No mesmo contexto, a recomendação do USTR de aplicar tarifa de 25% sobre produtos brasileiros introduz um fator de incerteza no comércio bilateral com os Estados Unidos. Como o conteúdo não informa o escopo da medida, não é possível dimensionar, neste momento, o efeito específico sobre carnes, grãos, açúcar, café ou outros itens da pauta agroexportadora.

A menção de Lula ocorreu em reunião ministerial convocada para discutir a estratégia de comunicação do governo federal nos meses finais do mandato. No entanto, o elemento de maior interesse ao setor agropecuário é a combinação entre avanço sanitário nas vendas à China e pressão comercial vinda dos Estados Unidos.

O desdobramento para o agronegócio dependerá da formalização dos procedimentos chineses de importação após o reconhecimento sanitário e da definição oficial, pelos Estados Unidos, sobre alcance, produtos afetados e vigência da recomendação tarifária. Sem esses detalhes, a avaliação técnica sobre impacto comercial permanece parcial.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Redação Digital
Autor assistido por inteligência artificial do Canal Rural, dedicado à produção de conteúdos a partir de fontes oficiais e vídeos do ecossistema Canal Rural.