A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) informou que a República Popular da China reconheceu, nesta terça-feira (2), todo o território brasileiro como livre de febre aftosa. Segundo a entidade, a decisão encerra uma negociação conduzida ao longo de mais de duas décadas e se insere no processo de consolidação sanitária da pecuária nacional. O reconhecimento tem relação direta com o comércio de carne bovina entre os dois países.
Em nota, a ABIEC classificou a medida como um marco para a pecuária brasileira e para a relação comercial com a China, principal destino das exportações brasileiras de carne bovina. A entidade afirmou que o reconhecimento resulta de um trabalho continuado de produtores rurais, indústrias, serviços veterinários oficiais e instituições ligadas à defesa agropecuária.
De acordo com a associação, o processo foi sustentado por ações de controle, vigilância e monitoramento sanitário adotadas no país ao longo dos anos. A ABIEC também citou a atuação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na condução da consolidação sanitária e do Ministério das Relações Exteriores (MRE) na articulação diplomática com as autoridades chinesas.
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Do ponto de vista técnico, o reconhecimento sanitário tende a reduzir incertezas nas relações comerciais, porque amplia a previsibilidade sobre os critérios aceitos pelo principal comprador da carne bovina brasileira. Para a cadeia exportadora, esse tipo de decisão reforça a base regulatória das negociações e pode favorecer o fluxo comercial, desde que sejam mantidas as exigências sanitárias estabelecidas pelos mercados importadores.
O material divulgado pela ABIEC, no entanto, não detalha eventuais mudanças operacionais imediatas, novos protocolos de habilitação, volumes adicionais de exportação ou prazos para implementação prática da decisão. Também não informa impactos numéricos sobre preços, embarques ou plantas frigoríficas habilitadas.
A sinalização da China reforça o peso da defesa agropecuária na competitividade da carne bovina brasileira. Os desdobramentos comerciais efetivos, porém, ainda dependem de detalhes operacionais e de eventuais comunicações oficiais complementares sobre o alcance prático do reconhecimento sanitário.
Fonte: abiec.com.br