
O programa Giro do Boi da última terça-feira (2) apresentou um checklist cirúrgico para produtores que finalizam as planilhas da última estação de monta e se preparam para o próximo ciclo. O telespectador Weverton Lopes, de Bom Jesus (PI), relatou a estagnação de taxas de prenhez entre 60% e 65% em algumas fazendas, índices considerados insuficientes por especialistas.
O professor José Bento Ferraz, da Universidade de São Paulo (USP) em Pirassununga, uma das principais autoridades no assunto, afirmou que as taxas devem estar acima de 85%. “Se o seu rebanho não está alcançando índices de fertilidade próximos ou superiores a 85%, há falhas técnicas graves na engrenagem que une nutrição de transição, sanidade e manejo de machos”, declarou.
Confira:
Impacto da nutrição e manejo
Na pecuária de cria profissional, a taxa de prenhez total deve flutuar acima dos 85%. O professor Ferraz alertou que números estagnados em 60% resultam em prejuízos invisíveis, pois vacas vazias consomem recursos sem gerar bezerros. Para ele, atingir essa meta não é questão de sorte, mas de seguir um protocolo de processos integrados.
Um erro comum no planejamento é a associação inadequada entre o calendário de chuvas e a fisiologia das vacas. Muitos produtores iniciam a estação de monta com as primeiras chuvas, quando as vacas ainda estão se recuperando do período de seca. “Uma vaca parida e magra simplesmente não vai ciclar”, informou Ferraz. O foco biológico delas é produzir leite e sobreviver, o que pode levar à suspensão da reprodução.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Estratégias para aumentar a prenhez
Para romper o anestro pós-parto e garantir a prenhez nas primeiras semanas da estação, o investimento em hormônios de sincronização deve ser complementado com técnicas básicas de manejo. O professor enfatizou que a prenhez depende de uma nutrição adequada e de cuidados veterinários.
“Tratar a vaca na transição das águas pode parecer um desembolso alto, mas custa muito menos do que manter uma vaca vazia”, destacou. Ele recomenda que os produtores realizem exames andrológicos e cuidem do escore corporal do rebanho para proteger o faturamento.
Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.
Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.