COMÉRCIO EXTERIOR

Coreia do Sul cancela visitas a frigoríficos e adia análise sobre carne bovina do Brasil

Movimento interrompe uma etapa técnica esperada pelo governo brasileiro, que busca ampliar destinos de exportação diante das novas regras adotadas pela China

Coreia do Sul cancela visitas a frigoríficos e adia análise sobre carne bovina do Brasil
Imagem criada por inteligência artificial

A Coreia do Sul cancelou as visitas que faria a plantas frigoríficas de carne bovina brasileira e adiou a decisão sobre a abertura de seu mercado ao produto do Brasil. A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo nesta terça-feira (12). Até o momento, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) não havia se pronunciado oficialmente sobre o motivo do adiamento.

As inspeções em frigoríficos são uma etapa técnica do processo de habilitação sanitária e comercial para exportações de proteína animal. Sem essa auditoria, a abertura formal do mercado sul-coreano para a carne bovina brasileira fica postergada.

O tema vinha sendo tratado pelo governo brasileiro desde a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Coreia do Sul, em fevereiro deste ano. Na ocasião, o então ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou que havia avanços para a realização da “auditoria” no setor de carne bovina, considerada um passo necessário para o acesso ao mercado asiático.

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O adiamento ocorre em um momento de maior atenção do Brasil à diversificação de destinos para a proteína bovina. Em dezembro do ano passado, a China anunciou medidas de salvaguarda para a importação do produto. Conforme comunicado do Ministério do Comércio da China (Mofcom), foram estabelecidas cotas por país, com tarifa adicional de 55% para volumes que excederem o limite definido.

No caso brasileiro, a cota de exportação sem tarifa adicional em 2026 foi fixada em 1,106 milhão de toneladas. No domingo (10), o governo chinês informou que, no sábado (9), as importações já haviam atingido 50% desse volume anual. Segundo o comunicado n.º 32/2026 do Departamento de Remédios Comerciais, quando a cota chegar a 100%, a sobretaxa de 55% passará a valer a partir do terceiro dia após o esgotamento do teto.

Sem a auditoria sul-coreana, o Brasil mantém pendente uma alternativa relevante de acesso a um mercado importador de alto valor agregado. O efeito prático dependerá de nova agenda técnica entre os dois países e de eventual posicionamento oficial do Mapa, que ainda não divulgou prazo atualizado para a retomada das visitas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Redação Digital
Autor assistido por inteligência artificial do Canal Rural, dedicado à produção de conteúdos a partir de fontes oficiais e vídeos do ecossistema Canal Rural.