Segundo a assessoria do EDA, apesar das mortes, a fazenda não havia sido interditada até o final da tarde de ontem. De acordo com a assessoria da EDA, veterinários do escritório de Bauru iriam até a fazenda hoje para averiguar as possíveis causas da mortandade dos animais.
Ao constatar que seu rebanho estava morrendo, o dono da propriedade, Silvio Calderari, procurou o prefeito da cidade, Rodrigo Agostinho, na manhã de domingo, para pedir ajuda.
– Fui procurado pelo proprietário. Ele achava que as mortes tivessem sido causadas pela descarga de um raio, porque tinha chovido à noite, mas depois as mortes continuaram – contou Agostinho. Segundo o prefeito, máquinas da prefeitura foram cedidas para enterrar os animais.
– O Silvio isolou o resto do gado e pudemos fazer o enterro das reses mortas na própria fazenda – disse o prefeito.
De acordo com Agostinho, a vigilância sanitária e a secretaria municipal da Agricultura foram acionadas e técnicos fizeram exames para se tentar descobrir a causa das mortes.
– Estamos à espera de resultados, mas pode ser intoxicação, envenenamento ou mesmo botulismo – disse o prefeito.
A diretora de Saúde Coletiva da prefeitura de Bauru, Eloísa Lombardi, disse que veterinários providenciaram a retirada de sangue e materiais dos animais para realização de exames químicos e patológicos. Também foram recolhidos tecidos dos animais e de amostras da ração dada ao gado para exames de toxicologia. Os materiais foram enviados para laboratórios da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu, e para laboratórios do Paraná e de Ourinhos, no interior de São Paulo.
O proprietário da fazenda, Sílvio Calderari, que também é dono de uma casa de carnes em Bauru, não foi localizado para comentar o assunto. De acordo com assessoria do EDA, veterinários suspeitavam, inicialmente, que as mortes podem ter ocorrido por intoxicação da alimentação do gado, mas que nenhum dos técnicos do órgão tinha ainda providenciado a realização dos exames para comprovar a suspeita. O delegado da Central de Polícia Judiciária de Bauru Paulo Kalil disse que a polícia abriu inquérito para apurar o caso, mas que trabalha com hipótese de intoxicação culposa.
– Não acreditamos em envenenamento dos animais – disse.