Demanda por peixe no Rio Grande do Sul na Semana Santa é maior que a oferta

No total, 900 mil toneladas do produto devem ser comercializadas na região metropolitana de Porto AlegreAs feiras da Semana Santa são o principal ponto de escoamento da produção de peixes no Rio Grande do Sul. No total, 900 mil toneladas do produto devem ser comercializadas na região metropolitana de Porto Alegre, sendo 280 apenas na capital gaúcha.

A cidade tem quatro feiras oficiais do peixe, a mais tradicional fica no centro da cidade e ocorre há mais de 230 anos. São 59 bancas com pescados, peixes vivos e alimentação. Uma das mais requisitas é a do peixe assado na taquara.

De acordo com os piscicultores, está faltando produto para atender a demanda. Rogério Schwarz Bold é um dos maiores piscicultores do Vale do Taquarí, na região central do RS. Este ano, ele espera vender 12 mil quilos de peixe nos quatro dias de feira. O volume poderia ser maior, mas problemas de logística e falta de capacitação impedem esse crescimento.

– Nós poderíamos evoluir no peixe abatido, mas os frigoríficos da Grande Porto Alegre ficam lotados e não há como atender a demanda nesse período. Há uma dificuldade porque todo mundo quer produzir, mas a logística é um problema muito sério. Aquele produtor que quer vender tem que ter estrutura – diz Bold.

A Emater gaúcha atende piscicultores em 370 municípios gaúchos, prestando diferentes tipos de assistência técnica para pequenos e médios produtores.

– A gente trabalha com produtores que têm, em média, meio hectare de açude, com linhas de financiamento e programas de governo para essa atividade – diz o técnico da Emater Luis Vieira Ramos.

De acordo com o técnico, fora o período da Semana Santa, durante o ano, as vendas se concentram em outros setores da economia.

– Porto Alegre tem uma associação que vendeu, em 2012, 30 toneladas de pescado para a rede escolar – exemplifica Ramos.