No acumulado de janeiro a junho do ano passado, os embarques externos para a Argentina somaram US$ 10,43 bilhões. O valor é US$ 1,6 bilhão maior que o registrado em 2012.
Apesar das barreiras argentinas, o secretário-executivo do Ministério, Alessandro Teixeira, atribuiu o resultado à instabilidade internacional.
– Com a crise, o conflito agrava. Não negamos que tivemos alguns percalços no processo comercial com a Argentina. Devemos ter resultado positivo para este mês de retomada de alguns produtos. O responsável é a situação econômica internacional que afeta a Argentina e está nos afetando também – afirma.
Teixeira destacou que houve melhora no diálogo com a Argentina sobre a relação comercial entre os dois países, com a ocorrência de negociações bastante positivas nos últimos meses. O secretário-executivo acredita que o tom adotado pelo governo brasileiro tem gerado resultados positivos.
– O Brasil nunca deixou de ter uma posição clara e dura na defesa dos interesses nacionais. Tem horas que tem que apertar mais um pouquinho e horas que solta. Se não tiver sensibilidade, vai criar relação insustentável para as duas economias – pondera.
Também houve redução nas exportações para a Europa Oriental (38%) e para a União Européia (7%). Em contrapartida, as vendas externas tiveram alta de US$ 2,04 bilhões no primeiro semestre. Também cresceram as exportações para a África e a China, em US$ 5,27 bilhões e US$ 1,11 bilhão, respectivamente.