
O DDG (Distillers Dried Grains ou Grãos Secos de Destilaria), subproduto do milho oriundo das usinas de etanol, consolidou-se em 2026 como um insumo essencial na nutrição animal no Brasil. O zootecnista e especialista em nutrição de ruminantes, Tiago Felipini, alerta que, embora o DDG apresente alto desempenho, seu uso exige rigor técnico para evitar prejuízos financeiros.
Felipini, respondendo ao produtor Getúlio Viana, de Poxoréu (MT), enfatiza que fornecer o DDG de forma isolada pode resultar em graves consequências. Embora este insumo seja rico em proteína e energia, suas características químicas o impedem de ser utilizado como dieta única.
Durante o processamento do etanol, o enxofre se concentra no grão, e seu consumo excessivo pode levar à Polioencefalomalácia (PEM), uma doença neurológica severa que pode causar a morte rápida do animal.
Confira:
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Relação cálcio-fósforo e riscos associados
O DDG é naturalmente rico em fósforo e pobre em cálcio, o que pode causar desequilíbrio na relação cálcio-fósforo. Isso pode resultar em problemas ósseos e cálculos urinários, especialmente em machos. Por isso, a orientação é que o DDG não seja a base total da ração, mas sim um substituto inteligente para outros componentes da dieta.
Quando formulado por um nutricionista, o DDG pode oferecer benefícios significativos. Tiago Felipini ressalta que este insumo é uma ferramenta valiosa para aumentar a margem de lucro, desde que utilizado com precisão. Ele recomenda que, sempre que o DDG representar mais de 20% da matéria seca da dieta, os níveis totais de enxofre, inclusive os da água de bebida, sejam monitorados para prevenir intoxicações.
Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.
Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.