Nas últimas duas semanas, foram descobertos vários casos de carne de cavalo rotulada como carne bovina pela Europa, levando os varejistas e fabricantes de alimentos a recolher milhares de produtos e despertando temores entre os consumidores.
O ministro francês da Agricultura, Stephane Le Foll, disse que seu governo pedirá a outros países europeus que apoiem a adoção de uma regra sobre rotulagem da origem da carne em alimentos processados. A França precisa de apoio de outras nações porque a União Europeia é responsável por regular os rótulos dos alimentos dos 27 países membros do bloco. Atualmente, a UE não exige que os rótulos incluam a origem da carne, caso ela represente menos da metade da composição do produto.
Alguns países, incluindo o Reino Unido e Alemanha, já apoiam a proposta francesa. Outros, como os países nórdicos, se opõem, de acordo com o ministro.
Mesmo ante de qualquer mudança nas regras de rotulagem, algumas empresas francesas incluirão voluntariamente a informação na embalagem, destacou Le Foll. Para o ministro, o aumento da transparência pode interromper o declínio da procura por refeições prontas congeladas. As vendas caíram 5% desde que o escândalo estourou, conforme dados divulgados pelo ministério.
A UE exige rótulos informando o país de origem em alimentos não processados – regra que entrou em vigor recentemente. A Comissão Europeia, o braço executivo do bloco, prepara um relatório sobre a viabilidade de expandir as regras para incluir alimentos processados.