De janeiro a setembro de 2009, o Brasil importou 5,9 mil toneladas de peixe da China, quantidade que subiu para 58,3 mil toneladas no período de janeiro a setembro deste ano. No mesmo período, as importações de pescado do Vietnã saltaram de 1,3 mil toneladas para 19,2 mil toneladas. Da Tailândia, os números mostram o dobro de compras: em 2009 eram 2,5 mil toneladas e neste ano, 5,9 mil toneladas. Os números significam que o varejo nacional vem dando prioridade para o peixe importado na gôndola, por causa do preço.
“A entrada dessas espécies chega a comprometer o bem-estar da indústria brasileira na medida em que oferece produtos acabados a preços muito abaixo da tabela nacional, com os quais não se pode competir de forma igual pelos altos custos de transformação e logística do pescado no Brasil”, informa o Ministério da Pesca e Aquicultura, em nota enviada ao jornal O Estado de S.Paulo.
Desoneração
As indústrias do setor vêm negociando com o governo a desoneração de impostos para permitir uma competição mais justa com os importados. Com uma carga tributária menor, a indústria local acredita que teria condições de competir.
O Ministério da Pesca confirmou que o governo estuda isentar rações e suplementos minerais de aquicultura, que representam entre 40% e 70% dos custos totais de produção de peixe no país. A medida será submetida aos ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex), como estratégia para atrair o apoio dos Ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento para a ideia. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.