ANÁLISE DO DIA

Mercado acomodado? edo boi gordo encerram o dia estáveis enquanto frigoríficos reavaliam estratégias

Setor acompanha avanço do preenchimento da cota de exportação para a China, suspensão das compras pela União Europeia e movimentação do dólar

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Foto: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

O mercado físico do boi gordo encerrou a quinta-feira (11) com preços acomodados nas principais praças pecuárias do país. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, parte das indústrias frigoríficas segue afastada das compras de gado, especialmente aquelas habilitadas a exportar para a China, enquanto reavaliam suas estratégias diante do atual cenário.

De acordo com o analista, um dos principais fatores de atenção é o preenchimento acelerado da cota brasileira de exportação para o mercado chinês. A expectativa é que as autoridades do país asiático emitam nos próximos dias um alerta indicando que cerca de 80% da cota já foi utilizada, o que pode provocar mudanças mais profundas no comportamento das indústrias no curto prazo.

Além da China, o mercado também acompanhou os desdobramentos da decisão da União Europeia de suspender as compras de produtos de origem animal do Brasil, fator que adiciona cautela ao setor exportador.

A arroba do boi gordo foi indicada em R$ 353,75 em São Paulo. Em Goiás, a referência média ficou em R$ 337,32, enquanto Minas Gerais registrou R$ 330,29. Já em Mato Grosso do Sul, a arroba foi cotada a R$ 352,61, e em Mato Grosso, a R$ 356,69.

Atacado

No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguiram em queda ao longo do dia. Apesar disso, agentes do setor ainda esperam uma recuperação das cotações nas próximas semanas, impulsionada pelo aumento do consumo durante o mês de junho, especialmente em função dos jogos da seleção brasileira.

A carne bovina, no entanto, continua enfrentando dificuldades para competir com proteínas mais acessíveis ao consumidor, principalmente a carne de frango. No atacado, o quarto dianteiro foi precificado em R$ 21,50 por quilo, a ponta de agulha em R$ 20,00 por quilo e o quarto traseiro permaneceu cotado em R$ 27,00 por quilo.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em forte queda, recuando 1,33% e fechando vendido a R$ 5,0995. A desvalorização da moeda norte-americana também permaneceu no radar do mercado pecuário, por seu impacto direto na competitividade das exportações brasileiras.