Segundo o Cepea, apesar do aumento de preços, devido à redução da oferta nos últimos meses por conta da estiagem no Sul e excesso de chuvas no Sudeste, a margem bruta do produtor de leite caiu neste início de ano. Isso porque os custos de insumos e mão de obra subiram para o pecuarista.
Insumos à base de milho e farelo de soja tiveram aumento de 11% na média dos Estados entre dezembro e janeiro. Além disso, a elevação do salário mínimo, de 14% a partir de janeiro, pesou nos custos.
O maior aumento de preços foi observado no Rio Grande do Sul, de 2,5%, ou R$ 0,02 por litro, com a média em R$ 0,8286 o litro. Em Santa Catarina, o ajuste foi de 0,8%, ou menos de R$ 0,01 centavo por litro, com a média a R$ 0,8338 o litro. No Paraná, os preços também permaneceram praticamente estáveis, com leve recuo de 0,4%, a R$ 0,8355 o litro.
Em Minas Gerais, houve aumento de 2%, ou R$ 0,017 por litro, par R$ 0,8388 o litro, em média. Em Goiás, o preço médio do litro de fevereiro foi de R$ 0,8480, alta de 1%. Em São Paulo, houve leve recuo de 0,6%, para R$ 0,8681 o litro. Na Bahia, a média foi de R$ 0,7353 o litro, recuo de 0,7% ante janeiro.
Captação
Em janeiro, o Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-Leite) recuou 2,1% em relação ao mês anterior. A queda foi observada em quase todos os Estados da pesquisa, com destaque para Goiás (-5,4%) e Minas Gerais (-3,1%). Na região Sul, houve recuo de 0,6%. O índice geral de captação ficou 1% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado.
Para o pagamento de março (referente à produção entregue em fevereiro), a maior parte dos compradores consultados pelo Cepea espera estabilidade ou alta de preços, justamente pela previsão de queda na da produção de leite e do aumento do consumo de lácteos com a volta às aulas.
Para 62% dos representantes de laticínios entrevistados pelo Cepea (que respondem por 68% do volume de leite amostrado), deve haver estabilidade de preços. Para 30% dos compradores (que representam 22% do volume da amostra), deve haver aumento e apenas 8% dos agentes (responsáveis por 10% do volume amostrado) sinalizam redução.