
O projeto de Indicação Geográfica (IG) do queijo colonial da Serra Gaúcha entrou em uma nova fase com a produção de queijos a partir de leite cru pelas agroindústrias envolvidas. A etapa busca revelar a microbiota do território e aprofundar a caracterização do produto. O último encontro preparatório com os produtores ocorreu há 10 dias na Queijaria Bolson & Camêlo, em Caxias do Sul.
Cada queijaria participante irá produzir cinco peças de queijo especialmente para o projeto, todas a partir do mesmo lote e do mesmo leite. Os produtos passarão por análises microbiológicas, metagenômicas e físico-químicas, com avaliação de umidade, pH, proteína, gordura e carboidratos.
A proposta também inclui a identificação de padrões internos consistentes do queijo e a relação desses elementos com as práticas produtivas e as condições locais. Em paralelo, os queijos serão submetidos a análise sensorial com a equipe de gastronomia da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).
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Segundo Danilo Gomes, coordenador do projeto pelo Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Alimentos e Bebidas (CEAB), de Caxias do Sul, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), o objetivo é caracterizar o queijo colonial da Serra Gaúcha a partir de uma microbiota própria do território. De acordo com ele, esse conjunto de características diferenciadas ajuda a definir a identidade do produto.
As análises devem ser concluídas até o fim de setembro, em função dos diferentes tempos de maturação dos queijos. O relatório final está previsto para novembro.
Ao fim dessa etapa, o projeto pretende definir uma assinatura comum do queijo colonial da Serra Gaúcha. Esse resultado será usado na elaboração do dossiê para o pedido de Indicação Geográfica a ser protocolado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
Fonte: agricultura.rs.gov.br