
O Rio Grande do Sul apresentou nesta quarta-feira (1º/7), durante a 3ª Feira Nacional de Genética (Fenagen), em Pelotas, os avanços do projeto piloto de identificação individual obrigatória de bovinos e búfalos. A iniciativa é conduzida pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e faz parte da implantação do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB).
Segundo a Seapi, o Estado já iniciou a preparação para atender à nova exigência nacional e busca associar a rastreabilidade ao fortalecimento da sanidade animal, à ampliação do acesso a mercados de maior valor agregado e ao ganho de competitividade da carne gaúcha.
O secretário Márcio Madalena afirmou, durante a apresentação na Fenagen, que o Rio Grande do Sul reúne condições para liderar esse processo. Ele também destacou que a incorporação da identificação individual será gradual, com adaptação de produtores, técnicos e órgãos de defesa ao novo modelo.
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Desde 2024, a secretaria conduz um projeto piloto em propriedades rurais. Das 113 inscritas de forma voluntária, 36 foram selecionadas para representar diferentes regiões e sistemas de produção. Até o momento, cerca de 9,3 mil bovinos já foram identificados em 25 municípios.
O sistema adotará o padrão internacional ISO 11784/11785. Cada bovino e búfalo receberá um código único de 15 dígitos, vinculado a um brinco visual e a um dispositivo eletrônico com tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID). A identificação acompanhará o animal durante toda a vida produtiva.
De acordo com a Seapi, o novo modelo permitirá automatizar a Declaração Anual de Rebanhos, registrar o histórico sanitário individual dos animais, simplificar a emissão da Guia de Trânsito Animal eletrônica (GTA) e reforçar o combate ao abigeato. As informações poderão ser lidas por equipamento eletrônico ou aplicativo de celular e enviadas automaticamente ao Sistema de Defesa Agropecuária (SDA).
O cronograma nacional do PNIB prevê implantação entre 2025 e 2032. A primeira etapa, até 2026, é voltada à estruturação dos sistemas e ao início da identificação de categorias específicas. Entre 2027 e 2029, está prevista a ampliação gradual da obrigatoriedade, com conclusão da identificação individual de todo o rebanho nacional em 2032.
Na avaliação apresentada pela secretaria, a rastreabilidade individual amplia o controle sanitário, facilita certificações, comprova a origem da produção e incorpora automaticamente os dados dos animais à GTA, do campo ao abate ou ao registro da morte na propriedade.
Fonte: agricultura.rs.gov.br