
O programa Giro do Boi desta semana respondeu a uma dúvida do pecuarista Fernando Fonseca, de Buritis (MG), sobre a troca de touros na pecuária. O zootecnista Ricardo Abreu destacou que a preocupação com a consanguinidade é um dos principais motivos para a renovação dos reprodutores, alertando que manter um touro por tempo excessivo pode levar a atrasos tecnológicos e financeiros.
Abreu comparou a renovação da “frota” de reprodutores a uma atualização de software, afirmando que, se o produtor não troca, sua produção pode se tornar obsoleta diante dos avanços genéticos. Fernando Fonseca utiliza seus reprodutores por oito anos, evitando que pais cubram suas filhas. O zootecnista confirmou que esse prazo está no limite do aceitável, mas exige atenção à linha do tempo.
Confira:
Riscos da cobertura consanguínea
Um touro inicia o trabalho aos dois anos, e suas primeiras filhas nascem quando ele tem três anos, estando aptas à reprodução entre cinco e seis anos. Manter o animal até os oito anos significa que ele trabalhou por cerca de seis safras, e após o sexto ano, o risco de cobertura das filhas aumenta consideravelmente, podendo resultar em anomalias genéticas e perda de vigor no rebanho.
Abreu ressaltou que manter um touro por uma década equivale a manter uma genética “congelada”. A substituição estratégica não apenas melhora a saúde reprodutiva, mas também traz benefícios financeiros. Por exemplo, um animal de novecentos quilos descartado para o frigorífico hoje pode render entre R$ 8.000 e R$ 9.000, um valor que auxilia na compra de touros jovens, que custam entre R$ 25 mil e R$ 30 mil.
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Recomendações para otimização da produtividade
Para otimizar a produtividade na propriedade, a recomendação é combinar a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) com o uso de touros jovens para o repasse. A IATF concentra os nascimentos no início do ciclo, enquanto os touros de repasse garantem que vacas que não emprenharam não fiquem vazias.
O ideal é renovar entre 15% e 25% da torama anualmente, assegurando que o vigor físico e a libido do rebanho de machos permaneçam no auge. Embora o prazo de oito anos seja considerado seguro para evitar consanguinidade, para acelerar o ganho de peso ao desmame, o ideal é reduzir esse ciclo para seis ou sete anos, permitindo a introdução de sangue novo e produtivo no rebanho.
Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.
Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.