O desafio, conforme explica Turra, é agregar valor às exportações brasileiras por meio de uma série de ações junto às empresas associadas e ao mercado internacional.
Coordenado pela Diretoria de Mercados da entidade, sob a tutela de Ricardo Santin, o trabalho inclui ações estratégicas, como pesquisas de imagem nos mercados-alvo e estudos de comportamento de comércio com projeções de curto, médio e longo prazos, entre outros.
De acordo com Turra, embora dinâmicos e altamente organizados, os embarques de carne de frango do Brasil ainda detêm baixo índice de agregação de valor. Segundo levantamentos feitos pela Ubabef relativos a 2012, apenas 5% dos produtos exportados eram processados, contra 55% de frango em cortes e 35% do produto inteiro.
– Para se ter uma ideia, hoje o Estado com maior volume de exportação de carne de frango do país é o Paraná, com 28,7% das 3,918 milhões de toneladas embarcadas durante o ano de 2012. Entretanto, a maior receita foi obtida por Santa Catarina, com 28,6% dos US$ 7,703 bilhões gerados pelas exportações do ano passado – afirma.
Além de expandir as divisas obtidas pela avicultura, a agregação de valor às exportações permitiria ao setor avícola elevar os benefícios sociais para o Brasil, com a retenção no país da mão de obra gerada pelo processamento dos produtos.
– Como líder mundial com credibilidade suficiente para atuar em mais de 150 mercados, temos potencial para expandir a capacidade processadora de nosso setor, evitando exportar empregos e gerando mais riquezas para nosso país – destaca Turra.