COMÉRCIO EXTERIOR

União Europeia pedirá informações adicionais ao Brasil sobre produtos de origem animal

Bloco europeu dará cerca de duas semanas para resposta sobre exigências sanitárias ligadas ao uso de antimicrobianos, rastreabilidade e segregação da produção

União Europeia pedirá informações adicionais ao Brasil sobre produtos de origem animal
Imagem criada por inteligência artificial

A União Europeia (UE) enviará ao Brasil uma lista de informações adicionais sobre questões sanitárias envolvendo a exportação de produtos de origem animal. O pedido ocorre após o bloco retirar o país da lista de fornecedores autorizados a partir de 3 de setembro de 2026. Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Luis Rua, o governo brasileiro terá cerca de duas semanas para responder ao bloco para reanálise do caso.

A medida foi discutida em reunião entre o embaixador do Brasil junto à União Europeia, Pedro Miguel da Costa e Silva, e a Direção-Geral da Saúde e Segurança Alimentar da Comissão Europeia (DG Sante). De acordo com Rua, a UE concordou em separar as exigências por tipo de proteína, considerando diferenças de estágio e de sistema de produção.

Na terça-feira (12), o bloco publicou uma atualização da lista de países autorizados a exportar animais e produtos de origem animal, excluindo o Brasil do grupo de nações consideradas aptas a cumprir as exigências contra o uso de antimicrobianos na pecuária. A decisão passa a valer em 3 de setembro de 2026 e tem como base o Regulamento (UE) 2019/6.

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Pela regra europeia, o Brasil precisará apresentar garantias de que essas substâncias não são utilizadas para fins de crescimento ou de aumento de rendimento. Segundo o governo brasileiro, as informações adicionais a serem solicitadas também envolvem provas de rastreabilidade e segregação da produção destinada ao mercado europeu.

A decisão aprovada no Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia abrange carnes, ovos, mel e animais. O Brasil exporta cerca de US$ 1,8 bilhão por ano em proteínas para a UE.

Nesta quarta-feira (13), Rua também se reuniu, em Brasília, com a embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf. Segundo ele, o governo manifestou surpresa com a forma de adoção da medida e pediu prioridade na reanálise.

De acordo com a avaliação do governo brasileiro, a revisão da medida não exigiria nova auditoria da UE no sistema sanitário nacional, mas apenas análise documental. Não há prazo divulgado pelo bloco para concluir a reavaliação.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Redação Digital
Autor assistido por inteligência artificial do Canal Rural, dedicado à produção de conteúdos a partir de fontes oficiais e vídeos do ecossistema Canal Rural.