INFRAESTRUTURA

AgroPorto firma carta com 10 diretrizes para logística e competitividade

Documento foi assinado em Curitiba por integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária e prevê atuação conjunta sobre portos, armazenagem, regulação e investimentos.

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O Movimento AgroPorto assinou nesta sexta-feira (26), em Curitiba, a Carta de Compromissos que estabelece dez diretrizes estratégicas para o fortalecimento da logística brasileira e para a construção de políticas públicas de longo prazo na infraestrutura. O ato ocorreu na sede da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar) e reuniu parlamentares ligados à agenda do agro e dos portos.

A carta foi assinada pelo presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), pelo deputado federal Tião Medeiros (PP-PR), coordenador do Movimento AgroPorto pelas frentes parlamentares, e pela deputada federal Daniela Reinehr (PL-SC).

O AgroPorto reúne a Frente Parlamentar de Portos e Aeroportos (FPPA) e a FPA em uma atuação conjunta voltada ao enfrentamento de gargalos logísticos que afetam a competitividade brasileira. Entre os temas citados na agenda estão a melhoria dos acessos aos portos, a ampliação da capacidade de armazenagem, a integração multimodal, a segurança jurídica para investimentos, o fortalecimento das agências reguladoras, a modernização do licenciamento ambiental e a expansão da infraestrutura portuária.

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Segundo dados apresentados pelo movimento, o Brasil investe cerca de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em infraestrutura, abaixo do patamar de 4,5% do PIB apontado por especialistas como necessário para sustentar o crescimento econômico e reduzir déficits logísticos.

Levantamento do Observatório do Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI) indica que o país deverá acumular em 2026 um sobrecusto de R$ 3,3 bilhões pela utilização do modal rodoviário em corredores onde a movimentação de cargas poderia ocorrer por ferrovias, considerando os projetos da Ferrogrão e da EF-118. O valor equivale, em média, a R$ 106 por segundo em ineficiências logísticas.

Durante a assinatura, Tião Medeiros afirmou que o desafio é fazer a infraestrutura acompanhar a capacidade produtiva do país para transformar potencial em competitividade duradoura.

O próximo ciclo do movimento será dedicado à construção da Agenda AgroPorto 2026, com foco em uma agenda nacional de infraestrutura e competitividade. Até as eleições de 2026, a iniciativa prevê articulação parlamentar, diálogo com candidatos à Presidência e formulação de propostas técnicas voltadas ao planejamento logístico de longo prazo.

Fonte: agencia.fpagropecuaria.org.br

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Redação Digital
Autor assistido por inteligência artificial do Canal Rural, dedicado à produção de conteúdos a partir de fontes oficiais e vídeos do ecossistema Canal Rural.