CLIMA

Paraná inicia campanha estadual de prevenção e combate a incêndios florestais

Ação reúne 18 instituições e concentra orientações no período de estiagem, entre maio e outubro

CNA debate espécies invasoras, borracha natural e incêndios florestais
Imagem criada por inteligência artificial

A Campanha Estadual de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais foi lançada nesta quarta-feira (17), em Curitiba, na sede do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab). A iniciativa reúne a Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (Apre Florestas) e outras 16 instituições públicas e privadas. Segundo o material divulgado, a mobilização ocorre no período de maior incidência de estiagem no estado, entre maio e outubro.

De acordo com a organização, cerca de 90% das ocorrências de incêndio têm origem em ações humanas. Em 2025, o Paraná registrou 17.121 casos, dos quais 9.156 envolveram queimada de vegetação.

A campanha inclui ações de mídia digital, folders e cartilhas infantis com foco em prevenção. Entre as orientações citadas estão a manutenção de aceiros nas propriedades, medidas imediatas em caso de incêndio e boas práticas para reduzir o risco de propagação das chamas.

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O monitoramento climático e a identificação de focos de calor também fazem parte da estratégia. O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) utiliza a plataforma VFogo, com imagens de satélite, processamento de dados geoespaciais e inteligência artificial para identificar focos de calor em diferentes regiões do estado. Em situações de risco, os alertas são encaminhados à Defesa Civil do Paraná.

Durante a cerimônia, o diretor-presidente do IDR-Paraná, Altair Dorigo, afirmou que a atuação integrada das instituições nos últimos seis anos tem contribuído para a redução dos casos de incêndio no estado. Já os profissionais do instituto atuam com palestras, workshops, distribuição de cartilhas e atividades educativas voltadas a produtores rurais e comunidades.

O diretor executivo da Apre Florestas, Ailson Loper, disse que os incêndios em áreas de plantios florestais, em sua maioria, começam fora dessas áreas. Segundo ele, a queima de lixo e a limpeza de terrenos com fogo estão entre as causas mais frequentes. Loper afirmou que esses episódios causam transtornos para a produção florestal, a produção agrícola, as florestas nativas, a fauna e a saúde humana.

O chefe do Departamento de Sustentabilidade do IDR-Paraná, Amauri Ferreira Pinto, afirmou que o termo “incêndio ambiental” já vem sendo utilizado para abranger os efeitos desses eventos sobre fauna, flora, solo e qualidade do ar. O material divulgado não informa metas quantitativas da campanha nem detalha o volume de recursos envolvidos na operação deste ano.

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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Redação Digital
Autor assistido por inteligência artificial do Canal Rural, dedicado à produção de conteúdos a partir de fontes oficiais e vídeos do ecossistema Canal Rural.