POLÍTICA

Relatoria de projeto sobre dívidas rurais deve seguir com Afonso Hamm

Presidente da Câmara indicou manutenção do deputado no tema, enquanto bancada do agro pressiona por votação antes do próximo Plano Safra

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O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a tendência é manter o deputado Afonso Hamm (PP-RS) na relatoria do projeto de renegociação das dívidas rurais. A proposta foi aprovada pelo Senado no dia 10 e voltou para análise dos deputados após mudanças no texto. Ainda não há data para votação na Câmara.

Segundo Motta, a manutenção da relatoria segue o costume da Casa de preservar o deputado que já relatou a matéria quando o texto retorna do Senado. Ele também afirmou que há limite para alterações, porque a Câmara não pode incluir temas que não estiveram na versão analisada pelos senadores.

A definição ocorre em meio à pressão da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que critica a atuação de Hamm e defende a troca do relator. De acordo com o material fornecido, representantes do setor produtivo querem um nome com perfil de maior diálogo para conduzir um projeto considerado relevante para o agro. Entre os nomes cotados estava o deputado Alceu Moreira (MDB-RS).

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O agronegócio pressiona para acelerar a votação da proposta antes do próximo Plano Safra, com início em 1º de julho. Já o governo trabalha para segurar o texto e alega elevado impacto fiscal. No material, a proposta é tratada pelo governo como uma "pauta-bomba", com possibilidade de veto ou judicialização por potencial conflito com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Há divergência também sobre o custo estimado. A bancada do agro contesta a projeção do Ministério da Fazenda, de R$ 140 bilhões em 13 anos, e calcula impacto de R$ 65 bilhões no período, com custo máximo de R$ 5 bilhões por ano. Técnicos do Legislativo citados no material afirmam que o efeito fiscal seria menor por causa do caráter autorizativo do projeto e do uso de recursos de fundos supervisionados pela Fazenda.

Entre os pontos sensíveis estão a inclusão de dívidas de produtores adimplentes, empréstimos não bancários formalizados por Cédulas de Produto Rural (CPRs) e o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal. A liderança do governo na Câmara passou a defender nesta semana a retomada do texto original aprovado pela Casa em julho de 2025.

Motta afirmou que pretende deixar o tema amadurecer antes de definir o momento da votação e indicou que ouvirá governo e setor produtivo. O material fornecido não informa prazo para deliberação nem detalha quais ajustes efetivamente terão apoio para avançar na Câmara.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Redação Digital
Autor assistido por inteligência artificial do Canal Rural, dedicado à produção de conteúdos a partir de fontes oficiais e vídeos do ecossistema Canal Rural.