
A atuação de um ciclone extratropical no oceano e a formação de novas áreas de instabilidade mantêm o tempo carregado em parte do Brasil nesta quarta-feira (10), com previsão de chuva forte, temporais isolados e risco de geada em áreas do Sul, segundo a Climatempo.
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Sul
O ciclone se afasta mais para o oceano, mas a combinação entre uma frente fria, uma área de baixa pressão no interior do continente e o transporte de umidade da Amazônia mantém o tempo instável, principalmente no Paraná. O oeste e a faixa norte do estado devem registrar chuva moderada a forte ao longo do dia, com risco de temporais isolados, especialmente no oeste e na metade norte paranaense.
A instabilidade também avança sobre o norte e a metade oeste de Santa Catarina, onde a chuva pode ocorrer com moderada a forte intensidade. O céu segue bastante encoberto entre Santa Catarina, Paraná e o norte do Rio Grande do Sul, mantendo as temperaturas mais amenas. Há possibilidade de geada entre a Serra Gaúcha e a Serra Catarinense.
Sudeste
A nebulosidade aumenta e a chuva volta a ganhar força em São Paulo. De acordo com a Climatempo, a passagem de uma frente fria no oceano, aliada a um cavado meteorológico e a uma nova área de baixa pressão, favorece pancadas moderadas a fortes em diversas áreas do estado.
As primeiras chuvas devem atingir o oeste, sudoeste, sul e interior paulista ainda pela manhã, avançando para outras regiões ao longo do dia. Há chance de temporais isolados no oeste e sudoeste do estado. Também pode chover no extremo sul de Minas Gerais. Já nas demais áreas do Sudeste, o tempo permanece firme, com sol entre nuvens.
As temperaturas ficam mais baixas no centro-sul paulista e no sul de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, enquanto o calor segue predominando nas demais áreas. A umidade relativa do ar continua baixa no norte de São Paulo, Triângulo Mineiro e norte mineiro, com índices abaixo dos 30%. Rajadas de vento entre 40 e 50 km/h também podem ocorrer nessas regiões.
Centro-Oeste
Mato Grosso do Sul concentra as áreas de maior instabilidade. A chuva atua desde cedo no sul e sudoeste do estado e deve se espalhar pela metade sul sul-mato-grossense ao longo do dia, com pancadas moderadas a fortes, trovoadas e possibilidade de temporais isolados.
Segundo a Climatempo, a atuação de um cavado atmosférico, de uma área de baixa pressão e do Jato de Baixos Níveis favorece o avanço das instabilidades na região. Em Mato Grosso, há previsão de aumento da chuva no oeste e noroeste do estado. Já Goiás e o Distrito Federal seguem com tempo firme.
As temperaturas continuam elevadas na maior parte do Centro-Oeste, mantendo a sensação de abafamento, enquanto o centro-sul de Mato Grosso do Sul deve ter temperaturas mais amenas. A umidade do ar segue baixa em Goiás, leste de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, com índices abaixo dos 30%. As rajadas de vento podem variar entre 40 e 50 km/h.
Nordeste
A circulação marítima mantém a chuva sobre o litoral entre Alagoas e o Rio Grande do Norte. As pancadas começam mais fracas pela manhã e ganham intensidade ao longo do dia, avançando também para áreas do leste de Pernambuco e de Alagoas.
A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) segue favorecendo pancadas moderadas a fortes na metade norte do Maranhão e do Piauí, além de grande parte do Ceará. Há risco de temporais no litoral do Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e no litoral norte de Pernambuco.
No interior da região, o tempo continua seco e quente, com baixos índices de umidade, especialmente no centro-oeste da Bahia e na metade sul do Maranhão e do Piauí, onde a umidade pode ficar abaixo dos 30%.
Norte
O padrão típico amazônico segue predominando, com calor, alta umidade e pancadas de chuva entre a tarde e a noite. As instabilidades atingem Roraima, Amapá, Amazonas, norte e oeste do Pará, além de Rondônia e Acre.
Há risco de temporais no norte e litoral do Amapá, em Roraima, no oeste e litoral do Pará, oeste de Rondônia e em diversas áreas do Amazonas. Já no Tocantins e no restante do Pará, o tempo segue mais firme.
As temperaturas continuam elevadas em toda a região, mantendo a sensação de abafamento. No Tocantins, a umidade relativa do ar também pode ficar abaixo dos 30%.