
O inverno de 2026 se inicia exatamente às 5h24 de 21 de junho, dia e hora do solstício de inverno, e se estende até às 21h05 de 22 de setembro, dia e hora do equinócio da primavera.
A estação terá características especiais e atípicas em várias regiões do Brasil por conta do rápido fortalecimento do El Niño, que teve início oficial na primeira semana de junho.
Segundo a Climatempo, mesmo com a expectativa da intensificação do fenômeno climático, episódios de frio intenso devem ser observados apenas no começo do inverno, com ondas de calor ocorrendo no fim do período.
No Sul do Brasil a temperatura média do inverno de 2026 deve ficar próxima da média, assim como na maioria das áreas de Mato Grosso do Sul, de São Paulo, do centro-sul e leste de Minas Gerais, do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. No entanto, em quase todo o Centro-Oeste, na maior parte do Nordeste e do Norte, o inverno deve ter temperatura média acima da média.
Destaques do inverno 2026
- A primeira onda de frio do inverno de 2026 deve ocorrer nos primeiros dias da estação, entre 22 e 30 de junho;
- No Sul do Brasil, o frio será menos persistente do que foi observado em maio e em junho, por causa da chuva mais frequente;
- Duas fortes massas de ar frio devem ser observadas em julho, a primeira em meados do mês e a segunda no fim do mês. Elas devem influenciar o Sul do Brasil, a maioria das áreas do Sudeste e do Centro-Oeste, além do Acre, Rondônia e sul do Amazonas;
- A ocorrência de episódios de neve no Sul do Brasil é mais provável nos primeiros dias do inverno e em julho;
- Episódios de geada ampla no Sul devem ser esperados para a primeira semana do inverno, em junho, e em julho, mas não se pode descartar algum evento em agosto;
- Não se pode descartar a ocorrência de geada em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais na primeira semana do inverno, em junho, e em julho;
- Rondônia, Acre e sul do Amazonas podem ter friagem na primeira semana do inverno, em junho, em julho e em agosto;
- Uma frente fria continental deve passar pelo país na segunda quinzena de agosto, podendo provocar chuva em áreas do interior do Sudeste e do Centro-Oeste do país;
- Picos de calor acima do normal devem ser observados em agosto em áreas do Centro-Oeste, Sudeste, Norte e Nordeste;
- Em setembro, nas últimas semanas do inverno, há risco de formação de onda de calor, abrangendo especialmente áreas do Centro-Oeste, Norte e Nordeste;
- Mesmo com a previsão de mais umidade do que o normalmente se observa no inverno do Centro-Oeste e Sudeste, muitas áreas das duas regiões também terão vários dias com ar muito seco e grande amplitude térmica.
Como será a chuva ao longo do inverno?

O fortalecimento do El Niño nos próximos meses começará a impactar a chuva do Sul do Brasil durante o inverno.
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A Climatempo ressalta que temporais e episódios de chuva forte, com ventania, já são comuns durante o inverno na região Sul, mas neste ano as precipitações devem ser mais frequentes, com maior quantidade de frentes frias passando ou se formando sobre a região e mais eventos de temporal.
Segundo a empresa de meteorologia, o Sudeste e o Centro-Oeste do Brasil, onde normalmente quase não chove durante o inverno, poderão ter vários episódios de chuva atípica ao longo da estação. A estação deve terminar com chuva um pouco acima da média (tom de verde claro no mapa) em praticamente todas as áreas das duas regiões.
Assim, no centro-sul de Mato Grosso do Sul, no oeste, centro-sul e leste de São Paulo, a chuva do inverno será mais frequente e acima do normal.
Acre, Rondônia e sul do Amazonas também devem ter mais chuva do que seria o comum durante o inverno, que normalmente é muito seco nessas regiões.
Já no Nordeste do Brasil, o inverno é uma estação de tempo seco e quente e esse padrão deve ser observado este ano. Na costa leste da região, deve chover menos do que o normal em julho, agosto e setembro.
No extremo norte do país a previsão também é de menores volumes em todos os meses do inverno em Roraima, no norte e noroeste do Amazonas, no Amapá e no norte do Pará. A região do Tocantins e o leste do Pará devem ter predomínio de tempo seco, como é comum durante o inverno.
De acordo com a Climatempo, a tendência de mais chuva do que o normal no centro-sul do país e redução da chuva no extremo norte do Brasil no decorrer do inverno de 2026 já podem ser considerados os primeiros impactos do El Niño no clima do país.