
A semana entre os dias 15 e 19 de junho será marcada pela passagem de uma frente fria e pela chegada de uma massa de ar polar que derruba as temperaturas no Centro-Sul do Brasil. Segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, o destaque fica para o risco de geadas no Sul, chuvas no litoral do Sudeste e parte do Nordeste, além do avanço de uma nova frente fria na sexta-feira (19). Enquanto algumas áreas recebem precipitações importantes para a reposição da umidade do solo, outras enfrentam tempo seco, baixa umidade relativa do ar e aumento do risco de incêndios.
Sul
A passagem da frente fria abre espaço para a entrada de uma massa de ar frio sobre a Região Sul. Rio Grande do Sul e Santa Catarina terão predomínio de tempo firme ao longo da semana, com redução da nebulosidade e temperaturas mais baixas.
O destaque é o risco de geadas entre segunda (15) e quinta-feira (18). As menores temperaturas devem ocorrer na Serra Gaúcha, Serra Catarinense e áreas de baixada do Rio Grande do Sul, onde os termômetros podem registrar marcas próximas ou abaixo de 0°C. O oeste de Santa Catarina e o extremo sul do Paraná também permanecem sob atenção para ocorrência do fenômeno.
A partir de quarta-feira (17), as temperaturas começam a subir gradualmente no Rio Grande do Sul, mas o frio ainda persiste em áreas catarinenses. Já na sexta-feira (19), uma nova frente fria avança pela região, provocando chuvas entre 20 e 30 milímetros nos três estados.
Sudeste
A semana começa com chuva em áreas do litoral paulista, Rio de Janeiro, Espírito Santo e parte de Minas Gerais devido à passagem da frente fria e ao transporte de umidade.
Os maiores volumes devem ocorrer no litoral de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Zona da Mata Mineira e Triângulo Mineiro, com acumulados entre 30 e 40 milímetros. Apesar de ajudar na reposição da umidade do solo, a chuva pode atrasar atividades ligadas à colheita do café.
No interior paulista e no sul de Minas Gerais, os volumes tendem a ser mais modestos, variando entre 10 e 15 milímetros. Ainda assim, as precipitações contribuem para elevar a umidade relativa do ar e amenizar o tempo seco.
Com a chegada da massa de ar frio, as temperaturas ficam mais agradáveis em boa parte da região, especialmente em São Paulo e no sul mineiro.
Centro-Oeste
Grande parte do Centro-Oeste terá predomínio de tempo firme nos próximos dias. As exceções ficam por conta de áreas de Mato Grosso do Sul, sul de Mato Grosso e sul de Goiás, onde podem ocorrer pancadas isoladas.
Os maiores acumulados são esperados para o sul de Mato Grosso do Sul, principalmente nas regiões próximas à fronteira com o Paraguai, entre quinta (18) e sexta-feira (19), devido ao avanço de uma nova frente fria.
Nas demais áreas da região, os volumes devem ficar próximos de 10 milímetros ao longo da semana. Embora insuficientes para uma recuperação significativa da umidade do solo, as precipitações ajudam a reduzir temporariamente o calor e aumentar a umidade do ar.
Nordeste: litoral segue com chuva e interior enfrenta calor e baixa umidade
As chuvas continuam concentradas na faixa litorânea do Nordeste. Entre Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe, a circulação marítima mantém condições favoráveis para precipitações frequentes ao longo da semana.
Também há previsão de chuva entre Maranhão, Piauí e Ceará devido à influência da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). Os acumulados devem variar entre 20 e 30 milímetros nos próximos dias.
No interior nordestino, o cenário permanece de tempo seco. O oeste da Bahia, centro-sul do Maranhão e centro-sul do Piauí exigem atenção devido à combinação de calor, baixa umidade relativa do ar — abaixo dos 30% — e temperaturas que podem alcançar 35°C, elevando o risco para focos de incêndio.
Norte
As chuvas seguem frequentes em grande parte da Região Norte, impulsionadas pela combinação de calor, umidade e atuação da ZCIT.
Os maiores acumulados são esperados em Roraima, onde os volumes podem ultrapassar 100 milímetros ao longo da semana, dificultando os trabalhos no campo, especialmente nas áreas centrais e ao norte do estado.
Também são previstas boas precipitações no Acre, Rondônia e centro-norte do Pará, com acumulados entre 40 e 50 milímetros, favorecendo a manutenção das pastagens.
Por outro lado, o Tocantins e o sul do Pará permanecem sob influência do tempo seco. Sem previsão de chuva significativa, as temperaturas podem superar os 37°C, enquanto a umidade relativa do ar fica abaixo dos 30%, aumentando o risco de queimadas e incêndios florestais.