
O dólar comercial fecha a sexta, dia 4, no maior nível desde 23 de outubro de 2002, afetado pelo pessimismo em torno da política e economia do Brasil e a perspectiva de que a taxa de juros dos Estados Unidos será elevada neste mês, o que atrairá uma série de investimentos ao país.
A moeda norte-americana encerrou com avanço de 2,67%, cotado a R$ 3,8580 para compra e R$ 3,8605 para venda. No acumulado da semana, o dólar subiu 7,68%.
Segundo Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora de Câmbio, a instabilidade política ficou ainda mais forte após as especulações de que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, estaria enfraquecido. Para ele, o governo sinalizou o contrário, mas ainda não conseguiu dissipar totalmente essa leitura.
– O que temos visto é essa instabilidade política, em especial quanto à permanência de Levy no ministério, que ainda não acabou. As divergências parecem continuar, então o mercado ainda opera nervoso, à espera de uma definição do caso – afirma.
Nos Estados Unidos, foram divulgados os dados mensais sobre o mercado de trabalho, mostrando desaceleração na criação de postos de trabalho em agosto, mas os dados de julho foram revisados para cima.
– O ponto foi: embora os números de vagas criadas em agosto tenha sido abaixo da estimativa, o dado foi revisado nos dois meses anteriores. Além disso, um membro do Fed [Federal Reserve, o banco central norte-americano] afirmou que o dado de agosto não teria influência sobre a alta de juros – afirma Leonardo Ramos, sócio da DNAinvest.