
O dólar comercial fechou o pregão desta sexta, dia 18, maior patamar desde 2002, influenciado pelos desenvolvimentos no cenário político e suas consequências sobre a situação fiscal do Brasil, deixando de lado o alívio que o banco central dos Estados Unidos (FED) trouxe ontem, dia 18, quando decidiu não elevar a taxa de juros.
A moeda norte-americana fechou o dia com alta 1,95%, cotado a R$ 3,9575 para compra e R$ 3,9585 para venda, maior nível desde outubro de 2002. Na semana, ela registrou valorização de 2,09%.
Segundo Cleber Alessie, operador de câmbio da H.Commcor, o alívio que o FED trouxe para emergentes ao manter o juro básico nos Estados Unidos entre zero e 0,25% acaba sendo apagado pelas incertezas políticas e econômicas, com dificuldades de aprovação das medidas de ajuste fiscal anunciadas essa semana pelo governo.
– O ajuste fiscal e o pacote anunciado pelo governo acabam esbarrando na resistência no Congresso. O mercado volta a questionar a possibilidade de conseguirmos de fato um superávit no ano que vem e de seguir com o ajuste fiscal. São muitos fatores de risco – afirma.
A maior percepção de risco leva o investidor a buscar a compra da moeda norte-americana para se proteger, puxando para cima a cotação da moeda.