Dólar fecha com alta superior a 1%

Informações sobre cortes no fornecimento de eletricidade pesaram na cotaçãoO dólar encerrou o pregão desta segunda, dia 19, com alta superior a 1% após informações de que houve cortes no fornecimento de eletricidade para algumas regiões do País a pedido do governo. 

A moeda norte-americana registrou valorização de 1,32% ante o real, cotado a R$ 2,6545 para compra e R$ 2,6560 para venda.

Apesar da alta do dólar, o preço da soja não registrou aumento no mercado físico, por conta do feriado nos Estados Unidos, que também limitou os negócios no mercado de commodities. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 60,80, segundo dados da Safras e Mercado. Na região das Missões, o preço permaneceu em R$ 60,30. No porto de Rio Grande, as cotações estabilizaram em R$ 62,70 a saca. Em Cascavel, no Paraná, o preço da saca ficou em R$ 57,00. No porto de Paranaguá (PR), a cotação seguiu em R$ 61,00 a saca.

Diversas distribuidoras de energia elétrica – incluindo localizadas em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas gerais – receberam ordem do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para corte seletivo da carga de eletricidade.

O incidente acontece num momento de baixo nível dos reservatórios de hidrelétricas e de crescente temor de racionamento de energia no País, diante do baixo nível de chuvas e elevadas temperaturas nas regiões em que ficam importantes usinas geradoras de eletricidade.

O dólar iniciou o dia em alta, próximo da estabilidade, devido ao feriado nos Estados Unidos e agenda econômica morna no Brasil, que forneceram pouca direção e levaram a uma baixa liquidez no mercado, deixando o mercado mais sensível a operações pontuais.

O principal destaque interno foi a divulgação do relatório Focus, pelo Banco Central (BC), apontando que os economistas de instituições financeiras acreditam que a taxa básica de juros, a Selic, será elevada em 0,50 ponto percentual (pp) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) nessa quarta, dia 21, para 12,25%.

Sobre a inflação, a perspectiva de alta do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2015 subiu pela terceira semana seguida no Focus, em 0,07 pp, a 6,67%, e com isso continua acima da meta do governo de 4,5%, com margem de 2 pp para mais ou menos. Para 2016 a projeção permaneceu em 5,70%.

A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015 também caiu pela terceira vez seguida, a 0,38%, 0,02 pp a menos do que na semana anterior. A indústria continua sendo um peso sobre a atividade em geral, com a projeção de expansão neste ano recuando a 0,71%, contra 1,02% anteriormente. A expectativa é de que a economia melhore em 2016, com crescimento de 1,80%, sem alteração.

No exterior, as notícias de que a Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China (CSRC, na sigla em inglês) puniu corretoras de valores por violações a regras locais tiveram efeito nos negócios. A ação levou o índice Xangai Composto, da bolsa de Xangai, a recuar 7,70%, maior queda diária desde 2008.

Os investidores internacionais também aguardam os dados sobre o Produto Interno Bruto (PIB) da China no quarto trimestre, a serem divulgados entre hoje e amanhã, e as novas ações do Banco Central Europeu (BCE) para combater a deflação na zona do euro, que podem ser anunciadas na quinta, dia 22.

Petróleo

As cotações dos contratos futuros do petróleo registraram queda após o banco JP Morgan reduzir as suas expectativas para o preço do barril em 2015, de US$ 82 para US$ 49. A projeção para 2016 passou de US$ 87,75 para US$ 56,80.

Em Londres, o Brent para março recuou 2,83%, a US$ 48,75 o barril. O WTI para fevereiro, negociado em Nova York, não está sendo negociado por conta do feriado.