A cotação da moeda norte-americana fechou o dia com queda de 0,79%, cotada a R$ 2,6203 para compra e R$ 2,6212 para venda. No acumulado da semana, ela recuou 0,67% ante o real.
Nos Estados Unidos, os dados econômicos divulgados hoje elevaram a esperança dos mercados de que o Federal Reserve (FED, o banco central do país) avaliará com mais calma a elevação da taxa de juros. O índice de preços ao consumidor registrou recuo de 0,4% em dezembro, a maior queda desde o final de 2008, e a produção industrial no mesmo mês baixou 0,1%, primeiro recuo desde agosto. A única divulgação positiva foi a do índice de sentimento ao consumidor em janeiro, que alcançou o maior nível desde 2004.
Também colaboraram para a queda do dólar as cotações do petróleo, influenciadas pelas declarações da Agência Internacional de Energia (AIE) de que as quedas nos preços do petróleo devem levar a um corte na produção de países que não participam da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).
A projeção está levando o WTI para fevereiro, negociado em Nova York, a subir 4,17%, a US$ 48,18 o barril. Em Londres, onde o mercado já fechou, o Brent para março terminou com alta de 3,23%, a US$ 49,83 o barril.
As expectativas com a possibilidade de o Banco Central Europeu (BCE) aprovar um novo estímulo monetário na semana que vem, junto com as falas do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, sobre a necessidade de maior rigor no lado fiscal, também ajudaram a desvalorizar o dólar em relação ao real.