Dólar pode ficar cotado a menos de R$ 2,59 até o final da semana

Cotação atinge menor nível desde 9 de dezembroA queda acelerada do dólar tem sido causada pela alta dos juros, além do aperto fiscal e monetário. A tendência é de que a moeda opere com grande oscilação durante o resto da semana, podendo ficar abaixo de R$ 2,59.

O dólar fechou nessa quarta, dia 21, em queda e próximo a R$ 2,60, diante das expectativas de que o Banco Central Europeu (BCE) anunciará nesta quinta, dia 22, um pacote de estímulos monetários, junto com os efeitos que os juros altos brasileiros e os ajustes fiscais do governo estão tendo no fluxo de capital estrangeiro. 

A moeda norte-americana encerrou o dia em queda de 0,32%, cotado a R$ 2,6061 para compra e R$ 2,6066 para venda. Esse é o menor valor de fechamento da moeda desde 9 de dezembro, quando atingiu R$ 2,598 para venda.

Os preços pagos pela soja nos principais portos do país apresentaram trajetórias opostas. No porto de Rio Grande (RS), a cotação caiu de R$ 62,50 a saca, registrada ontem, para R$ 62,00 segundo dados da Safras e Mercado. Em Paranaguá (PR), a cotação subiu de R$ 60,80 para R$ 61,00 a saca.

Amanhã, o comitê de política monetária do BCE terá seu primeiro encontro em 2015, e a expectativa é de que ele aprove um programa de compras de ativos soberanos, que deve injetar mais liquidez no mercado para combater os riscos de deflação e estagnação da zona do euro.

O jornal norte-americano “The Wall Street Journal” apurou com fontes dentro do BCE que o programa deve adquirir 50 bilhões de euros (US$ 58 bilhões) em papéis por mês.

O excesso de liquidez no mercado internacional, combinado com os ajustes fiscais sendo promovidos pelo governo e a expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) elevará a taxa básica de juros (Selic) em 0,50 ponto percentual (pp) ao final da reunião de hoje, para 12,25% ao ano, estão aumentando os fluxos de capital especulativo ao Brasil, derrubando a cotação do dólar e valorizando o real.

Petróleo

As notícias de que o BCE aprovará amanhã um pacote de estímulos monetários foi o principal fator a influenciar os contratos futuros do petróleo, que operaram em alta na maior parte do dia. A expectativa é de que a medida estimule as compras europeias.

Em Londres, onde as negociações já foram encerradas, os contratos do Brent para março subiram 1,63%, a US$ 48,77 o barril. Na bolsa de Nova York, que ainda está aberta, o WTI para o mesmo mês avançava 2,50%, a US$ 47,63 o barril.