
O clima esquentou nesta quarta, dia 13, na reunião da CPI da Funai/Incra, na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF). O secretário de Finanças da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Aristides Santos, foi convocado para prestar esclarecimentos sobre um discurso feito por ele no Palácio do Planalto, convidando militantes da reforma agrária a ocupar gabinetes e fazendas de pessoas que formam o que ele chamou de “bancada da bala”, em referência à Bancada Ruralista do Congresso Nacional.
O secretário Aristides Santos, acompanhado de seu advogado, optou por não responder aos questionamentos feitos por deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). A situação começou a ficar tensa quando ele foi perguntado pelo relator da CPI, deputado Nilson Leitão (PSDB/MT), sobre o estilo de vida que leva, citando imóveis particulares, viagens internacionais e custos de mensalidade das escolas das filhas do secretário. Neste momento, alguns parlamentares que defendem a reforma agrária, como Érika Kokay (PT/DF), interromperam o relator e alegaram que o assunto não tem relação com o objeto da CPI. A atitude foi contida pelo presidente da CPI, Alceu Moreira (PMDB/RS).
A situação se repetiu em diversos momentos da fala do relator e também de outros parlamentares da Bancada Ruralista e a Comissão foi tomada por discussões e gritaria.