Soja Brasil

Chicago sobe, mas dólar em queda prejudica vendas da soja no Brasil

Enquanto os preços da soja subiram em Chicago, o dólar fechou em forte queda; esse cenário não motivou o produtor a retornar aos negócios

Sem ofertas, o mercado brasileiro de soja teve mais um dia de poucos negócios e preços regionalizados nesta quarta-feira, 28. Os preços da oleaginosa fecharam o dia em alta na Bolsa de Chicago, enquanto o dólar registrou queda. Esse cenário não motivou o produtor a retornar aos negócios.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 163,50 para R$ 164. Na região das Missões, a cotação ficou em R$ 162,50. No porto de Rio Grande, o preço aumentou de R$ 169,50 para R$ 170.

Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 164 para R$ 163,50 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca recuou de R$ 170 para R$ 169,50.

Em Rondonópolis (MT), a saca permaneceu em R$ 168. Em Dourados (MS), a cotação subiu de R$ 154 para R$ 155. Em Rio Verde (GO), a saca baixou de R$ 164 para R$ 163.

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços em leve alta. Compras de barganha e preocupações com o clima voltaram a sustentar as cotações, ainda que a alta siga limitada pela ausência de demanda pelo produto americano.

Parte do mercado acredita que a melhora do clima possa ocorrer tarde demais, sem condições de reverter as perdas esperadas na produtividade, principalmente nas regiões com maior estresse hídrico. Os boletins indicam chuvas e temperaturas mais amenas para agosto.

Os entraves nas negociações comerciais entre China e Estados Unidos voltaram a ser motivo de preocupação. Os compradores do país asiático se retraíram e já consideram a soja brasileira mais competitiva.

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com alta de 13,75 centavos de dólar por bushel ou 0,96% a US$ 14,32 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 13,61 por bushel, com ganho de 1,50 centavo ou 0,11%.

Nos subprodutos, a posição agosto do farelo fechou com baixa de US$ 2,70 ou 0,75% a US$ 356,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em agosto fecharam a 66,55 centavos de dólar, ganho de 0,29 centavo ou 0,43%.

Dólar

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 1,25%, sendo negociado a R$ 5,1100 para venda e a R$ 5,1080 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1060 e a máxima de R$ 5,1920.